Primeira-ministra de Bangladesh afirma que há 622 mil rohingyas em seu país

Daca, 5 nov (EFE).- A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, afirmou neste domingo que ao seu país já chegaram 622 mil rohingyas e pediu à comunidade internacional que aumente a pressão para que o Governo de Mianmar aceite o regresso dos membros desta minoria muçulmana.

"Mais de 622 mil cidadãos de Mianmar fugiram a Bangladesh para escapar da perseguição recentemente", indicou Hasina durante a inauguração em Daca da 63ª Conferência Parlamentar da Commonwealth.

O número oferecido pela governante eleva em 15 mil o número de refugiados contabilizados no país de acordo com o último relatório do Grupo de Coordenação Intersetorial da ONU, emitido na quinta-feira.

Hasina pediu aos presentes à conferência da Commonwealth que façam o "esforço máximo por discutir o tema e exercer pressão" sobre o Governo de Mianmar para que pare com a perseguição sobre seus cidadãos e os receba de novo o mais rápido possível.

"A perseguição desumana à população rohingya no estado Rakhine, em Mianmar, criaram instabilidade na região e além", disse.

Hasina acrescentou que Bangladesh aceitou receber os refugiados com base em critérios humanitários, mas reiterou a necessidade de que Mianmar aceite esta população novamente.

Não obstante, a líder afirmou que Bangladesh está "desejando ter boas relações" com todos seus vizinhos.

A atual crise de refugiados rohingyas começou em 25 de agosto, após um ataque de insurgentes dessa minoria muçulmana contra postos da polícia e do Exército em Rakhine, no oeste de Mianmar.

Como resposta, os militares lançaram uma operação na qual, de acordo com testemunhas e organizações não-governamentais, morreram centenas de civis e cerca de 300 povoados foram reduzidos a cinzas.

Precisamente ontem, o subsecretário adjunto de Estado do Escritório de Migração, População e Refugiados dos Estados Unidos, Simon Henshaw, indicou que Washington utilizará as sanções para que Mianmar investigue e encontre os responsáveis pela violações dos direitos humanos contra os rohingyas.

"Acreditamos que é importante que os responsáveis pelas violações dos direitos humanos sejam achados e usaremos as sanções (...) para pressionar o Governo birmanês para que investigue as acusações", indicou Henshaw durante uma visita a Daca.

Já antes do presente crise, pelo menos 300 mil rohingyas, uma minoria à qual Mianmar não reconhece, encontravam-se em Bangladesh, país que só tinha outorgado status de refugiado a 34 mil deles.

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