Trump aceitou demissão de chefe de campanha para evitar "conflitos de interesse"

Em Washington

  • Doug Mills/The New York Times

    Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

    Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista divulgada neste domingo (5) que aceitou a demissão em agosto de 2016 de seu então chefe de campanha eleitoral, Paul Manafort, para evitar "potenciais conflitos de interesse" pelos laços deste com "certas nações".

Trump respondeu assim à pergunta sobre por que aceitou a demissão de Manafort, que se uniu à campanha em março de 2016 e a dirigiu entre junho e agosto e que nesta semana se entregou ao FBI após ser acusado de crimes financeiros dentro de uma investigação independente sobre os laços entre a equipe do agora presidente e a Rússia.

"Acredito que na época encontramos algo no qual ele poderia estar envolvido, com certas nações, e nem sequer sei exatamente o que era em particular, mas pensamos que era melhor deixar Paul de fora porque não queríamos ter nenhum conflito potencial", disse Trump na entrevista divulgada hoje pela rede de televisão "ABC News".

"Poderia ter ficado mais tempo, acredito que ninguém teria se queixado. Mas não queríamos ter nenhum conflito de interesse potencial, em absoluto", acrescentou.

Manafort renunciou ao cargo depois que o jornal "The New York Times" publicou que, entre 2007 e 2012, tinha recebido quase US$ 13 milhões de um partido pró-Rússia na Ucrânia, por isso que estava sendo investigado pelo Escritório Anticorrupção em Kiev.

Na segunda-feira, Manafort e seu ex-sócio Rick Gates se entregaram ao FBI para responderam a 12 acusações relacionadas com crimes financeiros dentro da investigação dirigida pelo promotor especial Robert Mueller sobre os laços entre a Rússia e a campanha de Trump.

Segundo Mueller, os acusados criaram uma "rede de entidades e contas bancárias" em diferentes países para ocultar até US$ 75 milhões, que obtiveram principalmente do Governo pró-Rússia da Ucrânia e de outros oligarcas russos, que ajudaram, por exemplo, a melhorar sua imagem nos Estados Unidos.

Essas acusações, das quais ambos se declararam inocentes, se referem a uma atividade anterior à entrada de Manafort à campanha de Trump, e o líder ressaltou na entrevista que o acusado "não passou muito tempo" em sua equipe eleitoral.

Trump também reiterou que, por enquanto, não tem planos de demitir Mueller, como fez em maio com James Comey, então diretor do FBI, que foi o primeiro a dirigir a investigação sobre a Rússia.
 

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