Apuração parcial indica vitória da centro-direita em eleições na Sicília

Roma, 6 nov (EFE).- O candidato da centro-direita, Nello Musumeci, está liderando a contagem dos votos nas eleições regionais da Sicília, no sul da Itália, à frente do candidato do Movimento Cinco Estrelas (M5S), Giancarlo Cancelleri, de acordo com os primeiros dados parciais oficiais divulgados nesta segunda-feira.

O pleito deste domingo para escolher o novo presidente da região autônoma da Sicília se transformou em uma espécie de teste para avaliar o desempenho dos partidos e as possíveis alianças que serão formadas para as eleições gerais previstas para o ano que vem.

A apuração dos votos começou às 8h locais (5h de Brasília) e Musumeci somava 40,5% dos votos assim que começaram a chegar os dados parciais oficiais das primeiras seções eleitorais.

Musumeci era o candidato apoiado por uma ampla coalizão de centro-direita da qual faziam parte o partido Forza Italia (FI) e as legendas de extrema-direita Liga Norte e Fratelli d'Italia (FdI).

Esses três grupos políticos selaram na Sicília o chamado "pacto de arancino (prato típico siciliano)" que agora, devido ao sucesso conseguido na Sicília, esperam repetir em nível nacional.

Os três líderes partidários - Silvio Berlusconi (FI), Matteo Salvino (Liga Norte) e Giorgia Meloni (FdI) - foram vistos em um restaurante siciliano para simbolizar sua união para as eleições gerais, mas sem que isto dissipasse a dúvida de quem será o candidato a primeiro-ministro.

Apesar de a Sicília sempre ter sido um reduto tradicional da direita e, sobretudo, do partido de Silvio Berlusconi, o Partido Democrata (PD) tinha vencido as eleições em 2012 com seu candidato Rosario Crocetta.

As eleições na Sicília também mostram que o inimigo, tanto para a esquerda como para a direita, é o M5S e que, sem coalizões, será difícil superá-lo nas gerais.

De acordo com os primeiros dados parciais, o candidato do M5S na Sicília, Cancelleri, somava 34,80%, o que deixava seu partido como o mais votado na região, enquanto o Forza Itália somava 22,7% dos votos.

Além disso, as eleições de ontem confirmaram o fracasso da esquerda, que se apresentou dividida após as últimas cisões.

Segundo os dados parciais, o candidato apoiado pelo PD de Matteo Renzi, Fabrizio Micari, obteria 19,20% dos votos, enquanto Claudio Fava, apresentado pelo Movimento Democrata e Progressista (MDP) dos dissidentes do PD junto com a Esquerda Italiana, ficaria com 4,5%.

O PD já reconheceu sua derrota ontem à noite e acusou os dissidentes de não quererem apoiar Micari apenas para prejudicar o secretário-geral do partido e ex-mandatário, Matteo Renzi.

A participação do eleitorado na Sicília, sempre caracterizada por ser baixa, ficou em 46,76%, um pouco abaixo do índice registrado em 2012, que foi de 47,41%.

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