Chegada de Trump à Coreia do Sul será marcada por manifestações populares

Seul, 6 nov (EFE).- A chegada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Coreia do Sul estará marcada por várias manifestações por todo o país, que visita como parte de uma excursão pela Ásia na qual a crise com a Coreia do Norte terá um papel capital.

Como antecipação, dezenas de sul-coreanos se manifestaram nesta segunda-feira, como já ocorreu durante o final de semana, a favor e contra a viagem de Trump em frente à embaixada dos EUA na praça de Gwanghwamun da capital sul-coreana.

O governo sul-coreano só permitiu este tipo de pequenas concentrações na mencionada área, enquanto ativou grandes dispositivos de segurança contra várias manifestações que esperam para amanhã, dia da chegada de Trump, em diferentes pontos do país.

"Presidente Trump não temos medo de morrer. Ataque à Coreia do Norte!" e "Mate o homem-foguete Kim Jong-un (apelido que Trump empregou para referir-se ao líder norte-coreano) e bombardeie a Coreia do Norte" eram as mensagens dos cartazes dos manifestantes a favor da visita do presidente americano hoje em Seul.

"(Trump) deveria matar Kim Jong-un, ele é uma ameaça para os sul-coreanos!", declarou à Agência Efe um manifestante de 69 anos e de sobrenome Lee.

Seus companheiros também levaram mensagens a favor da ex-presidente conservadora Park Geun-hye, que foi destituída do seu cargo e está sendo julgada por um caso de corrupção, e contra a retirada de tropas americanas da Coreia do Sul (o Pentágono mantém um contingente de 28.500 homem no país).

Por sua vez, os críticos à viagem de Trump à Coreia do Sul, em menor número e também menos aguerridos, se situaram a poucos metros no espaço delimitado pelas autoridades e exibiram cartazes nos quais se podia ler " Zona anti-Trump" e " Não a Trump. Não à guerra".

Trump deve reunir-se amanhã em Seul com o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, em um encontro marcado pela crise com o regime norte-coreano e seus repetidos testes armamentistas.

Além disso, o presidente americano pronunciará na quarta-feira um discurso perante o parlamento sul-coreano antes viajar à China, próximo destino da sua excursão asiática, que também inclui paradas no Vietnã e nas Filipinas.

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