Chile diz que pode receber opositor venezuelano refugiado em embaixada

Santiago (Chile), 6 nov (EFE).- A ministra porta-voz do governo do Chile, Paula Narváez, afirmou nesta segunda-feira que o Executivo está à espera e disposto a acolher o primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional (Parlamento) da Venezuela, Freddy Guevara, caso ele solicite asilo político.

Na noite de sábado, o deputado opositor pediu abrigo na embaixada do Chile em Caracas, depois de dizer que recebeu uma série de ameaças. Em coletiva de imprensa, Paula ressaltou que a entrada de Guevara na sede diplomática chilena na qualidade de hóspede "responde à política permanente que o governo teve em torno da situação que a Venezuela atravessa".

Ela garantiu que o Executivo "tem a melhor disposição de aceitar todos os pedidos feitos, mas para isso é preciso o pedido aconteça. No fim de semana, Guevara se tornou o sexto cidadão venezuelano a pedir proteção ao Chile, depois que o Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela (TSJ) pediu a suspenção da sua imunidade parlamentar para dar início a um processo.

De acordo com o órgão, Guevara deve ser julgado por participar de crimes de associação, instigação pública contínua e uso de adolescente com fins criminosos, mas não deu outros detalhes sobre tais infrações.

Após a entrada do político, a embaixada declarou que o governo chileno dá ao parlamentar a qualidade de hóspede "conforme à sua tradição humanitária, aos princípios que inspiram sua política externa e em coerência com as decisões adotadas em situações similares".

Em outubro, os juízes venezuelanos José Fernando Núñez Sifontes, Beatriz Ruiz Marín, Zuleima Del Valle González e Elenis Rodríguez Martínez desembarcaram no Chile, depois de passar cerca de dois meses na embaixada do país em Caracas. Eles fazem parte dos 33 magistrados designados pelo Parlamento venezuelano, de maioria opositora, para fazer parte do TSJ, e que até agora estão com as contas bancárias bloqueadas.

O ministro de Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, informou que o asilo se estenderá por dois anos e os amparados deverão fazer os trâmites necessários para retirar a carteira de identidade para estrangeiros.

O governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, denunciou que o Chile pratica uma ilegalidade ao receber o grupo em Santiago, já que eles representam "a ultradireita venezuelana e a linha supremacista do (presidente dos Estados Unidos) Donald Trump".

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