Irã considera acusações da Arábia Saudita "inadmissíveis e provocadoras"

Teerã, 6 nov (EFE).- O governo do Irã qualificou nesta segunda-feira como "inadmissíveis e provocadoras" as acusações da Arábia Saudita sobre seu envolvimento no conflito do Iêmen e insistiu que os rebeldes xiitas houthis desse país atuam de forma "independente".

"As acusações feitas contra o Irã no relatório da coalizão saudita anti-iemenita são inadmissíveis, irresponsáveis, destrutivas e provocadoras", denunciou o porta-voz de Relações Exteriores iraniano, Bahram Qasemi, em comunicado.

O porta-voz considerou "uma medida independente a reação dos iemenitas", em alusão ao recente lançamento de um míssil contra Riad, e afirmou que essas ações se devem a "violações dos sauditas e não às medidas de nenhum outro país".

A Arábia Saudita acusou nesta madrugada o Irã de um "ato flagrante de agressão militar" pelo suposto fornecimento aos rebeldes houthis do Iêmen de mísseis balísticos.

Um relatório da coalizão contra os houthis, liderada pela Arábia Saudita, ressaltou que o míssil disparado contra o aeroporto internacional de Riad há dois dias é de fabricação iraniana e que poderia chegar a considerar este fato como um "ato de guerra".

O comando da coalizão também afirmou que "se reserva o direito de responder ao Irã no tempo e forma apropriados, em conformidade com o direito internacional e sobre a base do direito de legítima defesa".

Neste sentido, o porta-voz de Relações Exteriores iraniano indicou que, como a guerra dos sauditas no Iêmen "não pôde alcançar seus malvados objetivos", Riad optou por realizar "acusações falsas e infundadas".

"A nossa recomendação à Arábia Saudita é que abandone estas vazias acusações e que pare seus ataques ao povo inocente e indefeso do Iêmen o mais rápido possível para abrir o caminho a um dialogo entre os iemenitas", acrescentou Qasemi.

O Corpo dos Guardiães da Revolução iraniana, encarregado do programa de mísseis de Teerã, garantiu também ontem que o Irã não tem "a possibilidade de transferir mísseis ao Iêmen".

A Arábia Saudita lidera uma coalizão de países árabes sunitas contra os rebeldes houthis desde que começou o conflito iemenita em março de 2015, em apoio ao presidente iemenita, Abdo Rabu Mansour Hadi, inimigo dos insurgentes.

Os houthis, que seguem o ramo xiita do islã e contam com o apoio do Irã, disparam com frequência projéteis contra áreas da Arábia Saudita próximas à fronteira e, em contadas ocasiões, dispararam mísseis balísticos com maior alcance que chegaram perto de Riad.

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