Macri pede em Nova York novas ferramentas para luta contra o terrorismo

Nova York, 6 nov (EFE).- O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou nesta segunda-feira que o terrorismo "não distingue nem limites, nem países, nem nacionalidades", e fez um pedido para que o problema seja enfrentado com novas ferramentas globais.

"Temos que entender que esta agressão permanente que vivemos no século XXI não pode ser abordada com ferramentas do século XX", afirmou Macri ao participar de uma homenagem às vítimas do atentado terrorista perpetrado na terça-feira passada em Nova York.

O evento foi o primeiro de Macri em sua visita de 48 horas à cidade, centrada fundamentalmente em reuniões com representantes dos círculos financeiros dos Estados Unidos.

O ato aconteceu em um ponto da ciclovia onde oito pessoas morreram no ataque ao serem atropeladas por um simpatizante do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Entre os oito mortos havia cinco argentinos e uma belga.

Macri, que participou da homenagem junto ao prefeito de Nova York, Bill de Blasio, ambos acompanhados por suas respectivas esposas, afirmou na em breve mensagem que a Argentina viveu "à distância" este "novo ataque covarde" do terrorismo internacional.

Além disso, lembrou que os cinco argentinos falecidos faziam parte de um grupo de amigos que tinham ido a Nova York para comemorar os 30 anos de formatura no ensino médio.

"Isso tem que nos unir mais, confirmar e ressaltar a nossa convicção pela paz, e o compromisso pela paz", afirmou Macri.

"A melhor maneira de continuar batalhando pela paz é seguir com as nossas vidas, porque o que quer esta gente é que entremos em pânico, que nos paralisemos, que não sigamos adiante".

O presidente argentino disse que contra o terrorismo internacional os países têm que aprofundar sua coordenação, pois "o terrorismo não distingue nem limites, nem países, nem nacionalidades".

Previamente, De Blasio disse que nova-iorquinos e argentinos estão unidos para compartilhar o luto a milhares de quilômetros de distância.

"As pessoas de todo o mundo são e serão sempre bem-vindas na nossa cidade", disse o prefeito, que acrescentou que os argentinos que morreram no atentado "serão sempre lembrados como nova-iorquinos".

"Este não foi só um ataque no qual morreram oito indivíduos em Nova York, não foi um ataque aos EUA, mas contra toda a humanidade".

Na terça-feira passada, o imigrante uzbeque Sayfullo Saipov decidiu atropelar com sua caminhonete dezenas de pessoas e deixou um saldo de oito mortos e 12 feridos.

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