Manafort e Gates seguirão em prisão domiciliar até acordo sobre fiança

Washington, 6 nov (EFE).- O ex-chefe de campanha do presidente dos Estados Unidos, Paul Manafort, e seu principal assessor, Rick Gates, seguirão em prisão domiciliar até que seus advogados cheguem a um acordo com a Justiça sobre os valores de suas fianças.

A juíza Amy Jackson, da Corte do Distrito de Columbia, explicou nesta segunda-feira em uma audiência que não mudará a decisão até que os dois ex-funcionários de Trump apresentem mais informações sobre suas situações financeiras, para que ela possa fixar uma fiança suficientemente alta.

Assim que ela tiver esses dados e a fiança seja estabelecida, a juíza disse estar aberta a permitir que Manafort e Gates se movimentem pelas cidades onde vivem, mas utilizando tornozeleiras eletrônicas monitoradas por um sistema de GPS.

Eles, no entanto, não poderiam chegar perto de estações ferroviárias e aeroportos e teriam que respeitar um toque de recolher durante a noite.

"Não estamos falando de periculosidade. Estamos falando sobre (o risco de) voar", indicou a juíza na breve audiência de hoje.

Jackson anunciou uma audiência de acompanhamento para o próximo dia 18 de dezembro e evitou estabelecer uma data para o julgamento, uma medida tomada para permitir que a defesa revise as provas.

A decisão sobre a fiança, no entanto, deve ser tomada antes dessa audiência de acompanhamento em dezembro.

Manafort e Gates estão em prisão domiciliar há uma semana. Os dois só podem sair de casa para ir à igreja, ao médico, para audiências no tribunal ou reuniões com seus advogados.

Gates, além disso, foi autorizado a sair de casa para assistir às partidas esportivas disputadas pelos filhos nos fins de semana.

Os dois ex-assessores de Trump tiveram que entregar seus passaportes e estão usando tornozeleiras eletrônicas.

Inicialmente, a Justiça estabeleceu uma fiança de US$ 10 milhões para Manafort e de US$ 5 milhões para Gates.

Os processos contra Manafort e Gates são resultado da investigação iniciada em maio pelo promotor especial Robert Mueller, indicado para apurar os possíveis vínculos entre membros da campanha do atual presidente americano e o governo da Rússia.

Os dois se entregaram há uma semana no FBI após serem acusados por Mueller de terem cometido 12 crimes, entre eles lavagem de dinheiro e conspiração contra os EUA.

As acusações não estão relacionadas com as atividades que eles realizaram para a campanha de Trump, mas revelam importantes vínculos com a Rússia entre 2006 e 2017, um período que se sobrepõe com o trabalho dos dois para a campanha presidencial.

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