May diz que Reino Unido não cairá no intervencionismo após o "Brexit"

Londres, 6 nov (EFE).- A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse nesta segunda-feira que seu governo "não cairá no intervencionismo estatal fracassado dos anos 1970" após o "Brexit", mas tomará "decisões estratégicas" para apoiar alguns setores econômicos.

May defendeu, em discurso no congresso anual da Confederação da Indústria Britânica (CBI), que representa 190 mil empresas, um Estado "com influência" que regule para apoiar os setores mais necessitados da economia, mas sempre mantendo a liberalização do mercado.

"Acreditamos no livre mercado e não tentaremos proteger a economia das forças do mercado", afirmou a premiê.

Neste discurso, May expôs sua visão para os próximos dez anos, que, segundo ela, "abrirão um novo capítulo na história econômica" do Reino Unido.

A líder conservadora insistiu que o "Brexit" - a saída do Reino Unido da União Europeia (UE) - oferece "grandes oportunidades" e se comprometeu a trabalhar com as empresas para garantir a prosperidade no futuro.

"Quando olhamos para os próximos dez anos da economia do Reino Unido, o fazemos como otimistas racionais. Há grandes oportunidades pela frente", opinou a premiê.

May adiantou que o Executivo publicará neste mês um Livro Branco com "uma estratégia industrial moderna", que assentará as bases para o crescimento na próxima década.

Para a premiê britânica, o governo terá o papel de "intervir de forma estratégica" para promover os setores mais frágeis e introduzir normas efetivas, como aconteceu - segundo ela - no setor financeiro britânico depois da crise creditícia de 2008.

O presidente da CBI, Paul Dreschler, disse que a negociação com a União Europeia para o "Brexit" atualmente parece "uma novela televisiva" e pediu que o governo adotasse "uma estratégia única e clara".

Dreschler lembrou a importância de se obter, "o mais rápido possível", um acordo transitório que, "embora não regulamente tudo", dará "estabilidade" às empresas.

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