Trump: "Trabalharei para trazer sequestrados por Pyongyang de volta ao Japão"

Tóquio, 6 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu nesta segunda-feira em Tóquio com familiares de japoneses sequestrados pelo regime norte-coreano entre 1977 e 1983 e se comprometeu a trabalhar "estreitamente com o Governo japonês para trazê-los de volta".

Trump definiu como uma "desgraça tremenda" o sequestro destes japoneses, que foram obrigados a trabalhar para o regime norte-coreano como professores de idioma e cultura, dentro do programa de espionagem do país vizinho.

No encontro de hoje participaram 16 familiares de sequestrados e também Hitomi Soga, uma das pessoas que foram levadas de à força à Coreia do Norte, mas que foi devolvida depois em 2002 junto com outros quatro japoneses.

A reunião de hoje no palácio de Akasaka, em Tóquio, representa a mais numerosa de um presidente americano com familiares das vítimas destes sequestros, depois das feitas pelos presidentes George W. Bush e Barack Obama.

"Escutamos muitas histórias tristes daqueles sequestrados pela Coreia do Norte e vamos trabalhar com Abe para trazê-los de volta. Passaram por muitas coisas", lamentou Trump.

O Japão sustenta que durante esses seis anos pelo menos 17 japoneses (incluindo os cinco que voltaram) foram sequestrados pela Coreia do Norte para dar aulas de cultura e idioma nos seus programas de adestramento de espiões.

O esclarecimento destes casos e o retorno daqueles sequestrados que continuem vivendo na Coreia do Norte é uma das prioridades políticas do Governo de Shinzo Abe, que procura agora obter o apoio internacional para esta causa.

Trump foi o primeiro presidente americano a se referir ao tema durante discurso na Assembleia Geral da ONU, depois de ficar "comovido" com o relato de familiares de sequestrados que visitaram Washington em setembro passado, segundo fontes da Casa Branca.

"Seria um tremendo sinal se o regime decidisse enviá-los outra vez. Seria o começo de algo, algo especial se decidissem fazê-lo, embora vamos ver o que acontece", concluiu Trump.

O primeiro-ministro japonês prometeu mais sanções unilaterais à Coreia do Norte e disse que "sua missão só vai estar cumprida quando eles se reunissem com seus entes queridos".

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