Acnur diz um terço das famílias rohingyas em Bangladesh está vulnerável

Genebra, 7 nov (EFE).- Uma de cada três famílias de refugiados rohingyas em Bangladesh se encontra em situação de vulnerabilidade e "precisa de assistência específica e imediata", alertou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) nesta terça-feira.

A agência chegou a esta conclusão ao terminar a primeira fase do levantamento dos rohingyas refugiados: 120.284 famílias que reúnem 517.643 pessoas, revelou em entrevista coletiva a porta-voz Duniya Aslam Khan.

O estudo, realizado pela Acnur e a Comissão para a Libertação e Divisão de Refugiados de Bangladesh, se centrou no Campo de Kutupalong e nas proximidades e em acampamentos improvisadas de Balu Khali. O objetivo é seguir para o sul.

A porta-voz informou que, entre as famílias consideradas vulneráveis, 14% são compostas por mães solteiras e seus filhos. Também existe uma quantidade expressiva de idosos e crianças desacompanhadas, algumas delas incumbidas de cuidar dos irmãos menores. De acordo com o Acnur, 54% dos refugiados são menores de idade.

Esta análise demográfica e territorial também concluiu que a maioria dos contabilizados (72%) chegou a Bangladesh depois do início da onda de violência no estado birmanês de Rakhine, em 25 de agosto.

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