Maduro diz que Espanha tem medo de revolução dos povos oprimidos

Caracas, 7 nov (EFE).- O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira durante a comemoração do centenário da Revolução Bolchevique que "as campanhas de manipulação na Espanha contra a Venezuela" se devem ao "medo" de que "haja uma revolução popular" dos "povos explorados" contra "a burguesia" espanhola.

"Enchem de veneno com as campanhas de manipulação na Espanha contra a Venezuela, têm medo de nós, têm medo de que haja na Espanha uma revolução popular profunda e esses povos explorados e oprimidos da Espanha se voltem contra o poder da burguesia e da oligarquia espanhola", Maduro.

O chefe da chamada revolução bolivariana tinha atribuído a estas supostas "campanhas de manipulação" a dureza com que o jornalista espanhol Jordi Évole o entrevistou recentemente.

O presidente venezuelano pronunciou essas palavras no exterior do palácio presidencial de Miraflores em Caracas, diante dos simpatizantes chavistas que foram até lá convocados pelo governo para comemorar os cem anos da Revolução Bolchevique.

Além de fazer outra das suas frequentes referências à Espanha, o dirigente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) reivindicou a revolução russa como inspiração para o "socialismo do século XXI" que o presidente Hugo Chávez implantou no país caribenho em 1999.

Durante seu discurso - transmitido pela televisão de maneira obrigatória em todos os canais do país -, Maduro reverenciou Lenin e Chávez, e defendeu a superação da "democracia burguesa" que está surgindo na Venezuela.

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