Nova-iorquinos vão às urnas em eleição para prefeito

Ruth E. Hernández Beltrán.

Nova York, 7 nov (EFE).- Os nova-iorquinos foram às urnas nesta terça-feira votar para prefeito, com o atual ocupante do cargo, Bill de Blasio, buscando seu segundo mandato, em uma eleição sem expectativa de supresas.

Membro do Partido Democrata, De Blasio, de 56 anos, que ganhou as primárias de setembro com 75% dos votos, é favorito absoluto no pleito decisivo e espera continuar com a agenda "progressista" que o levou ao posto em 2013.

Ex-vereador e ex-defensor público, ele se tornou o primeiro prefeito democrata da cidade após duas décadas de comando de republicanos - Rudolph Giuliani e Michael Bloomberg - ao obter há quatro anos 73% dos votos com uma campanha baseada na crescente desigualdade econômica e a promessa de melhorar a fragmentada relação entre a polícia e minorias.

Entre as conquistas que diz ter alcançado, o prefeito cita ter conseguido iniciar o programa escolar para crianças de quatro anos nas instituições públicas, e agora promete ampliar a iniciativa para os de três se for reeleito, assim como reduzir os números de criminalidade.

De Blasio também mostrou apoio aos imigrantes ilegais por meio de serviços jurídicos - Nova York é declarada uma cidade santuário - e aos nova-iorquinos que enfrentam abusos por parte dos donos das residências onde vivem de aluguel.

Mas o mandato também teve percalços para De Blasio, que enfrentou repúdio de seus próprios policiais, contínuas divergências com o governador democrata Andrew Cuomo e críticas por não ter cumprido a promessa de reduzir o número dos sem-teto e a de aumentar o de imóveis acessíveis.

Nesta disputa, De Blasio, da ala mais esquerdista dos democratas, enfrenta o republicano Nicole Malliotakis, de pai grego e mãe cubana, e o conservador independente e ex-detetive Richard "Bo" Dietl.

A votação aconteceu poucos dias depois de a cidade sofrer seu pior atentado terrorista desde o de 11 de setembro de 2001, com o atropelamento de dezenas de pessoas por um simpatizante do Estado Islâmico (EI) que causou oito mortes e deixou 12 feridos.

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