Rebeldes houthis ameaçam bombardear aeroportos sauditas e dos Emirados Árabes

Sana, 7 nov (EFE).- Os rebeldes houthis do Iêmen ameaçaram nesta terça-feira a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos (EAU), dois países da coalizão que intervém militarmente no país, com ataques com mísseis balísticos contra portos e aeroportos desses dois países.

O Conselho Supremo Político, o principal órgão executivo dos houthis na capital Sana, afirmou em comunicado que "todos os aeroportos, portos, cruzamentos e áreas importantes" desses dois países "serão alvos diretos das armas iemenitas".

No último sábado, os houthis lançaram um míssil balístico que tinha como alvo o aeroporto internacional de Riad, que foi interceptado pelas forças sauditas perto da capital.

Em represália, Riad colocou a prêmio a cabeça do líder dos houthis, Abdel Malik al Houthi, e de outros 39 rebeldes, e fechou todos os portos aéreos, terrestres e marítimos do Iêmen.

Segundo a coalizão árabe, o míssil interceptado perto de Riad foi fabricado no Irã, algo que o exército da República Islâmica negou.

Por causa do lançamento desse míssil, os Estados Unidos solicitaram hoje nas Nações Unidas medidas contra o Irã em resposta a seu suposto papel como fornecedor do armamento utilizado no sábado contra Riad.

"Ao dar este tipo de arma para as milícias houthis no Iêmen, os Guardiões da Revolução Iraniana estão violando, simultaneamente, duas resoluções da ONU", disse em comunicado a embaixadora americana nas Nações Unidas, Nikki Haley.

Haley assinalou que este episódio "confirma mais uma vez o total desprezo do regime iraniano em relação às suas obrigações internacionais".

"Encorajamos a publicação de qualquer informação que ajude a tornar o Irã responsável por seu apoio à violência e ao terrorismo na região e no mundo", disse a diplomata.

"Os Estados Unidos se comprometem a conter as ações desestabilizadoras do Irã e não vão fazer vista grossa diante destas sérias violações da lei internacional", insistiu Haley.

A Arábia Saudita lidera a coalizão de países árabes sunitas que intervém no conflito iemenita desde março de 2015 e apoia o presidente Abdo Rabu Mansour Hadi, inimigo dos insurgentes.

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