China afirma que averiguará aplicação de sanções contra Pyongyang

Pequim, 8 nov (EFE).- A China assegurou nesta quarta-feira que averiguará se não estão sendo completamente implementadas as resoluções do Conselho de Segurança da ONU para pressionar a Coreia do Norte a deter seu programa nuclear, como afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A porta-voz de Relações Exteriores chinesa, Hua Chunying, declarou em entrevista coletiva que a China sempre implementou as resoluções do Conselho de Segurança contra a Coreia do Norte, cumprindo assim com sua "obrigação internacional".

Horas antes da sua chegada à China, Trump lançou em Seul uma mensagem direta à Rússia e China, aos quais pediu para "implementar completamente as resoluções do Conselho de Segurança da ONU", reduzir seus vínculos diplomáticos com o regime de Pyongyang e cortar "todos os laços de provisão comercial e tecnológica".

Um funcionário americano declarou à imprensa durante a viagem da Coreia do Sul à China que, embora Pequim "esteja fazendo muito mais do que fez no passado", há uma atividade econômica na fronteira com a Coreia do Norte e "ainda há alguns laços financeiros que não deveriam existir sob as resoluções" da ONU.

Perguntada pelas declarações de Trump, a porta-voz chinesa garantiu que, embora não tenham constância disso, verificarão estas supostas violações das resoluções e, se for necessário, tomarão medidas.

Dentro da sua excursão asiática, Trump já se encontra em Pequim para se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, um encontro no qual abordarão a crise norte-coreana, entre outros assuntos.

A China, aliada histórica e principal sustento econômico da Coreia do Norte, aprovou junto a outros membros do Conselho de Segurança da ONU várias rodadas de sanções contra o regime de Pyongyang por seus frequentes testes nucleares e balísticos, que causaram um forte aumento tensão na região ao longo de todo este ano.

Em setembro, a China anunciou o fechamento de empresas norte-coreanas com presença no país, a proibição geral das importações de produtos têxteis norte-coreanos e a limitação do fornecimento de petróleo a esse país.

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