Ex-presidente filipino Benigno Aquino é indiciado por corrupção

Manila, 8 nov (EFE).- A agência anticorrupção das Filipinas apresentou nesta quarta-feira acusações de corrupção e usurpação de autoridade contra o ex-presidente Benigno Aquino por sua gestão em uma fracassada operação antiterrorista na qual morreram 44 policiais em 2015.

A agência anticorrupção acusou Aquino, que exerceu o cargo de 2010 a 2016, de ter autorizado a participação do ex-chefe da Polícia Nacional, Alan Purísima, nessa operação quando estava suspenso do seu posto por corrupção, razão pela qual a decisão presidencial teria sido ilícita.

Os alvos da operação antiterrorista eram militantes do grupo Al Qaeda na cidade sulina de Mindanao, mas isso derivou no chamado "massacre de Mamasapano", quando os agentes enviados caíram em uma emboscada.

O fracasso da operação gerou grande indignação social e várias reivindicações para que as responsabilidades fossem apuradas.

Purísima encontrava-se suspenso do cargo desde 2014 por estar implicado em um caso de corrupção.

Predecessor imediato do atual presidente Rodrigo Duterte, Benigno "Noynoy" Aquino é o terceiro chefe de Estado filipino a ser indiciado perante o Tribunal Anticorrupção, após Joseph Estrada (1998-2001) e Gloria Macapagal-Arroyo (2001-2010).

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