Greve geral tem pouca adesão na Catalunha, mas afeta sistema de transportes

Barcelona (Espanha), 8 nov (EFE).- A greve geral convocada nesta quarta-feira na região espanhola da Catalunha em apoio ao movimento separatista está tendo pouca adesão, salvo no setor da educação, mas ainda afeta a mobilidade urbana, com o bloqueio de várias estradas e serviços ferroviários.

A paralisação, convocada pelo sindicato minoritário Intersindical-CSC e apoiada por outros grupos independentistas, é a segunda na comunidade autônoma em pouco mais de um mês, desde que no último dia 1º de outubro foi realizado na região um referendo pela independência da Catalunha.

Segundo o governo espanhol, a convocação teve uma adesão "mínima e residual em praticamente todos os setores econômicos".

Como exemplo, o complexo do fabricante automobilístico Seat em Martorell (Barcelona), que é a fábrica mais importante da região da Catalunha, começou o dia com plena normalidade, assim como a fábrica da Nissan, enquanto a atividade no Mercabarna (mercado de atacadistas de Barcelona) foi tranquila, segundo fontes destas empresas.

No centro de Barcelona, a maioria das lojas, cafeterias e demais comércios abriram normalmente, mas a greve teve maior adesão em algumas localidades da região.

O aeroporto El Prat de Barcelona funciona sem maiores problemas, assim como o porto da cidade, embora a movimentação de caminhões seja menor devido às estradas bloqueadas pelos manifestantes.

Ao longo do dia houve bloqueios em mais de 60 pontos das principais ruas da Catalunha, incluindo as rodovias, provocados por diversos grupos de pessoas.

Os manifestantes reivindicavam a libertação dos antigos membros do governo catalão, que estão em prisão preventiva depois que no último dia 27 de outubro o Parlamento catalão declarou de forma unilateral a independência dessa região, o que provocou o fechamento do Executivo catalão por parte do governo da Espanha e a atuação da Justiça para evitar a separação.

Nas ferrovias, centenas de manifestantes ultrapassaram os cordões policiais e invadiram as linhas da AVE (trem de alta velocidade) na estação de Gerona (nordeste), o que obrigou a suspensão do serviço.

Cerca de oito mil pessoas se concentraram nesta quarta-feira na Praça de Sant Jaume de Barcelona, onde fica a sede do governo da Catalunha, para reivindicar a liberdade de dirigentes independentistas, a quem denominam "presos políticos".

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