França aponta que 13 pessoas seguem presas por ataques de novembro de 2015

Paris, 10 nov (EFE).- As investigações em torno dos atentados jihadistas de 13 de novembro de 2015 em Paris, que devem terminar na "primavera de 2019", levaram à prisão, até agora, de 13 suspeitos, explicou nesta sexta-feira François Molins, que dirige a Promotoria antiterrorista francesa.

Em entrevista à emissora "France Info", Molins disse que desses 13 detidos, cinco estão presos na Bélgica, um na Turquia e seis na França, incluído Salah Abdeslam, único sobrevivente do comando que perpetrou esses atentados, nos quais foram assassinadas 130 pessoas e várias centenas ficaram feridas.

O promotor de Paris confirmou que Abdeslam manteve silêncio em todos seus comparecimentos e que será levado à Bélgica para ser julgado em dezembro por seu envolvimento em diversos fatos terroristas, em particular um ataque em Bruxelas em março de 2016 poucos dias antes de ser detido nessa cidade.

Molins não quis falar sobre as circunstâncias de sua transferência, que estão sendo discutidas entre as autoridades francesas e belgas.

O promotor afirmou que os investigadores têm elementos "muito precisos" sobre a logística desdobrada pelos autores dos ataques de 13 de novembro, e também sobre as viagens dos mesmos para entrar na Europa. Mas, ainda assim, "há certas zonas de sombra" em questões como as armas utilizadas.

Molins disse que a expulsão do Estado Islâmico de territórios da Síria e do Iraque desde onde suspeita-se que prepararam os ataques e a captura de membros da organização terrorista podem fornecer "as pistas" suplementares.

O promotor afirmou que, no que se refere aos atentados terroristas na França, este ano "está marcado por um intensificação dos atos isolados".

Assim, dos 17 ataques desse tipo que foram registrados desde outubro de 2014, 11 aconteceram só em 2017.

Molins falou da operação antiterrorista que aconteceu conjuntamente na França e na Suíça na terça-feira, na qual foram detidas dez pessoas, e afirmou que era urgente intervir porque foram interceptadas mensagens que davam a entender que preparavam ações violentas "em poucos meses".

O promotor reconheceu que não ficou determinado quais eram os seus alvos e contou que um dos detidos é um antigo militar francês convertido ao Islã.

Além disso, algum membro deste grupo teve uma relação com um adolescente de 13 anos detido em junho em Paris pelas suspeitas de preparar um ataque jihadista.

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