Japão atuará contra site de suicidas após caso de corpos desmembrados

Tóquio, 10 nov (EFE).- O Japão implementará um maior controle sobre as redes sociais onde os usuários falem do suicídio após o caso de um japonês que aproveitou as mensagens de várias mulheres que mostravam seu desejo de se matar para assassiná-las e esquartejá-las.

O governo japonês iniciou nesta sexta-feira uma investigação sobre a propagação de portais com fóruns sobre suicídio e começará a colaborar com operadores de internet a fim de eliminar ou restringir o acesso a páginas problemáticas.

O ministro porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, explicou durante uma entrevista coletiva que o Executivo espera ter um plano de atuação pronto em um mês e pediu a implementação de mecanismos para que os jovens que expressem desejos de morrer na rede possam receber assistência.

O governo japonês decidiu enfrentar este problema depois que a polícia encontrou no último dia 30 de outubro os corpos desmembrados de oito mulheres e um homem na residência de Takahiro Shiraishi, um japonês de 27 anos, que se declarou culpado dos assassinatos e confessou que entrou em contato com as vítimas em redes como o Twitter.

O porta-voz japonês qualificou Shiraishi como "extremamente vil, porque atraiu às vítimas aproveitando sua fraqueza com palavras afetuosas quando gritavam (pedindo ajuda) através das suas mensagens suicidas em redes sociais".

As autoridades encontraram as partes desmembradas dos corpos dentro de caixas e geladeiras portáteis na casa de Shiraishi enquanto investigavam o desaparecimento de uma mulher de 23 anos de Tóquio, cujo corpo estava entre os restos achados.

Os responsáveis da investigação conseguiram identificar todas as vítimas, com idades compreendidas entre 15 e 26 anos.

O suposto assassino, que se encontra detido, admitiu que o roubo de dinheiro foi uma das motivações dos assassinatos e que seduziu algumas das mulheres com o propósito de abusar sexualmente delas, segundo apurou a agência japonesa "Kyodo".

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