Macron afirma que 2018 será "determinante" para refundação da UE

Paris, 10 nov (EFE).- O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta sexta-feira perante seu homólogo alemão, Frank-Walter Steinmeier, que o ano de 2018 será "determinante" para a refundação da União Europeia (UE) e pediu que se atue com determinação frente aos que se opõem ao bloco comunitário.

"Acredito que estamos de acordo (França e Alemanha) em que a refundação é necessária e urgente. O ano que vem é absolutamente determinante", declarou Macron em uma coletiva de imprensa no Palácio do Eliseu de Paris junto a Steinmeier.

Ambos dirigentes se reuniram na véspera da comemoração dos 99 anos do final da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando os países combateram em lados distintos.

O presidente francês, que no final de setembro apresentou os eixos para sua ideia de refundação da UE, insistiu que se deve atuar "sem timidez" e com propostas para enfrentar os inimigos da construção europeia.

Sobre esse ponto, se referiu também à situação política na Alemanha, onde a chanceler, Angela Merkel, negocia a formação de um novo governo com os liberais e os verdes, após as eleições de setembro.

"Os membros da coalizão que está prestes a ser formada reafirmaram durante a campanha o papel do eixo franco-alemão para o novo projeto europeu", destacou.

Segundo Steinmeier, as propostas de Macron representam "uma nova oportunidade" e se mostrou "seguro" que os futuros parceiros de Merkel "farão eco" do discurso do presidente francês na Sorbonne em setembro, quando anunciou as linhas gerais para a refundação europeia, que incluem desde uma reforma tributária até uma maior integração dos seus exércitos.

Após o encontro no Eliseu, Macron e Steinmeier viajaram para a região da Alsácia, fronteiriça com a Alemanha, onde nesta tarde inauguram um memorial no monte Hartmannswillerkopf.

Nesta elevação morreram 20.000 soldados franceses e alemães durante a Primeira Guerra Mundial.

"Com esta viagem não se tenta voltar a um passado doloroso para nossos países. Se trata de exercer juntos o dever da memória (...) que nos permita construir uma história comum para estar mais decididos para atuar juntos no presente e no futuro", ressaltou Macron.

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