Venezuela pede que UE não "viole direito internacional" com sanções

Madri, 10 nov (EFE).- A Embaixada da Venezuela na Espanha pediu nesta sexta-feira à União Europeia (UE) que não "viole o direito internacional" com sanções como as que devem ser aprovadas na próxima segunda-feira pelos ministros de Relações Exteriores do bloco em Bruxelas.

Na última quarta-feira, os países da UE concordaram em aplicar sanções contra a Venezuela pela repressão no país, com medidas como um embargo de armas e a possibilidade de impor medidas restritivas seletivas contra os responsáveis, como proibir viagens ao território comunitário e congelar os bens que possam ter nos países do bloco.

O embaixador da Venezuela em Madri, Mario Isea, disse nesta sexta-feira que aprovar essas sanções seria uma "aberrante violação" do direito internacional e "mostraria que a UE está sujeita aos interesses do governo dos Estados Unidos".

O diplomata venezuelano acrescentou que este tipo de iniciativa sempre ocorre em datas próximas a processos eleitorais, o último deles foi a recente eleição para governadores, na qual o chavismo ganhou em 18 estados e a oposição em cinco.

Nesta quinta-feira, o governo americano impôs uma nova rodada de sanções contra funcionários do alto escalão da Venezuela, o que levou Isea a criticar uma atitude que se repete desde o mandato do democrata Barack Obama.

"Queremos que a democracia seja apoiada e não os violentos, que são derrotados nas eleições", disse o embaixador, para quem "o povo não quer uma intervenção estrangeira. É preciso deixar os venezuelanos resolverem em paz e democracia".

No caso específico da União Europeia, Isea pediu "racionalidade e que a legalidade internacional seja respeitada".

Na próxima quarta-feira, dia 15 de novembro, vai acontecer na República Dominicana um novo processo de diálogo entre o governo de Nicolás Maduro e a oposição.

O embaixador venezuelano enalteceu essa reunião, fruto do bom trabalho do atual presidente dominicano, Danilo Medina, e do seu antecessor, Leonel Fernández, mas alertou que "alguns extremistas" tentam "romper" o diálogo.

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