Operação Lava Jato

Ex-candidato presidencial panamenho nega ter recebido dinheiro da Odebrecht

No Panamá

  • Orlando Sierra/AFP

    José Domingo Arias, que foi candidato à Presidência do Panamá e suspeito de receber dinheiro ilegal da Odebrecht

    José Domingo Arias, que foi candidato à Presidência do Panamá e suspeito de receber dinheiro ilegal da Odebrecht

O ex-candidato à Presidência do Panamá José Domingo Arias, do partido do ex-presidente Ricardo Martinelli (2009-2014), negou neste sábado (10) que tenha recebido de Odebrecht US$ 10 milhões como aporte a sua campanha de 2014.

"O Ministério Público está confundindo a opinião pública e vamos demonstrar isso", escreveu Arias no Twitter, em reação ao fato durante a audiência na qual um juiz do Panamá validou um "acordo de colaboração" com a Odebrecht.

Durante essa audiência, realizada na quinta-feira passada, a promotora panamenha anticorrupção, Zuleyka Moore, revelou as confissões feitas meses atrás pelo ex-diretor da Odebrecht no país Andre Rabello.

Segundo Rabello, Arias recebeu US$ 10 milhões da construtora brasileira na campanha para as presidenciais de 2014, nas quais concorreu pelo partido Cambio Democrático (CD), de Martinelli.

Nessa audiência de validação Rabello, em conexão direta desde o Consulado do Panamá em São Paulo, ratificou tudo o que lido por Moore, um inquérito que afirma que ministros e outros funcionários do Governo de Martinelli, incluindo dois dos seus filhos, receberam milhões de dólares em subornos da construtora.

Trata-se de dados que já tinham sido vazados para a imprensa local durante o último ano, mas que foram ratificados na audiência, na qual o juiz Óscar Carrasquilla validou o acordo assinado em julho passado entre Promotoria e Odebrecht, que estabelece o pagamento de uma multa de US$ 220 milhões e o arquivamento da causa contra a construtora no país centro-americano.

Arias, que por este caso esteve detido um mês e agora está proibido de deixar o país e deve se apresentar periodicamente às autoridades competentes, negou no dia 10 de junho que tivesse recebido fundos da Odebrecht.

"Não, não recebemos fundos da Odebrecht para a campanha eleitoral", disse então Arias aos jornalistas.

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