Oposição diz que negociação prevista com governo venezuelano está suspensa

Caracas, 11 nov (EFE).- A aliança opositora da Venezuela, Mesa da Unidade Democrática (MUD), afirmou neste sábado que as negociações com o governo que deveriam começar no dia 15 de novembro estão "suspensas", à espera de que o Executivo chavista aprove a presença de vários chanceleres latino-americanos na reunião.

"A Mesa da Unidade Democrática informa ao país que está suspensa a reunião prevista para quarta-feira, dia 15, na República Dominicana, pois o governo não deu sinal verde para a presença na mesma dos chanceleres dos países latino-americanos", assinalou a aliança em comunicado.

Segundo a oposição, esses ministros das Relações Exteriores "acompanharão o processo de negociação para a saída da crise política, econômica e institucional da qual padece a Venezuela". Segundo o texto, os chanceleres seriam de México, Chile, Paraguai, Bolívia e Nicarágua.

De acordo com o texto, os ministros desses governos devem ser "garantidores do cumprimento dos acordos que forem realizados, razão pela qual não devem ser vistos com incômodo por parte de qualquer uma das delegações".

Porta-vozes da MUD e do governo confirmaram na última quinta-feira o início de uma nova rodada de conversas entre ambas as partes.

O objetivo da MUD nesta negociação é conseguir uma renovação do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que permita a realização de eleições presidenciais justas em 2018, quando finaliza o mandato do presidente Nicolás Maduro.

A oposição acusa a CNE de estar a serviço do chavismo e mencionou várias irregularidades e a manipulação de resultados em um dos 23 estados do país durante o pleito regional de 15 de outubro, no qual o partido de Maduro conseguiu os governos de 18 estados.

Outra das reivindicações da oposição será a abertura de um canal humanitário que permita a entrada de alimentos e remédios, dos quais o país sofre escassez, e a libertação dos mais de 400 "presos políticos" que, segundo organizações de direitos humanos, estão nas prisões do país sul-americano.

Além disso, a oposição reivindica a restituição dos poderes do parlamento, que foi destituído de suas funções por várias sentenças do Supremo Tribunal desde que a MUD assumiu o controle do Legislativo com sua vitória por maioria absoluta nas eleições de dezembro 2015.

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