U2 pede a líder de Mianmar que acabe com violência contra etnia rohingya

Londres, 11 nov (EFE).- A banda irlandesa U2 pediu neste sábado à líder de Mianmar, a ganhadora do prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, que lute contra a violência das forças de segurança de seu país para acabar com as "terríveis atrocidades" cometidas contra os muçulmanos de etnia rohingya.

Em comunicado divulgado hoje, os músicos, liderados pelo vocalista Bono, afirmam que tentaram, sem sucesso, entrar em contato várias vezes com a Nobel da Paz para lhe pedir que interrompa o ciclo de violência contra os rohingyas, que se viram obrigados a fugir para Bangladesh.

"Gostaríamos de falar com ela nesta semana, mas parece que este pedido não vai se concretizar agora", afirmou o U2, que acrescentou que "a violência e o terror contra a população rohingya são atrocidades terríveis e que é preciso detê-las".

"Como disse Martin Luther King: a última tragédia não é a opressão e a crueldade por parte de gente má, mas o silêncio das pessoas boas. Já passou da hora de ela mostrar firmeza e falar", ressaltou o grupo de rock na nota.

"Além disso, acreditamos que não podemos dirigir nossa decepção apenas em sua direção, mas também aos responsáveis pelos atos de violência", concluiu a banda.

Aung San Suu Kyi foi alvo de críticas de organizações internacionais por não condenar as medidas das forças de segurança de seu país contra esta minoria muçulmana.

Desde a explosão da violência em agosto, mais de 600 mil integrantes desta minoria muçulmana chegaram a Bangladesh.

A crise dos rohingyas começou em 25 de agosto, após um ataque de um grupo insurgente desta comunidade muçulmana contra instalações policiais e militares no estado de Rakhine, no oeste do país, uma ação que foi respondida pelo exército birmanês com uma campanha de repressão que ainda segue em curso.

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