Sobe para 61 o número de mortos no Irã após terremoto na fronteira com Iraque

Teerã, 13 nov (EFE).- Pelo menos 61 pessoas morreram neste domingo e cerca de 300 ficaram feridas na província de Kermanshah, no oeste do Irã e fronteiriça com o Iraque, por causa de um terremoto de 7,3 graus na escala Richter, segundo os Serviços de Emergência locais.

O diretor dos Serviços de Emergência, Pir Hosein Kolivand, explicou para a imprensa que os trabalhos de resgate estão sendo atrapalhados pelo fechamento de algumas estradas rurais.

Os povoados mais afetados foram Ghasr Shirin, Sarpul e Azgale.

O número de vítimas foi aumentando com o passagem das horas, mas ainda é difícil quantificar os danos nos povoados de Kermanshah atingidos, devido a que tanto a comunicação por telefone como o serviço de distribuição de energia elétrica sofreram cortes.

Os moradores foram para as ruas devido ao medo de que as casas e prédios desmoronem, e para o local se deslocaram várias ambulâncias.

O Centro Sismológico do Irã, ligado à Universidade de Teerã, informou sobre um terremoto de 7,3 graus na escala Richter e a 11 quilômetros de profundidade na cidade de Azgale.

Cerca de 30 réplicas, algumas de até 4,5 graus, foram sentidas em várias províncias iranianas, incluindo a capital Teerã.

A organização de gestão de crise da Câmara Municipal de Teerã pediu à população tranquilidade e afirmou que os órgãos de segurança e os serviços de saúde estão em alerta.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto aconteceu às 21h18 (horário local, 16h18 em Brasília) perto da cidade iraquiana de Halabya, na região do Curdistão, onde pelo menos quatro pessoas morreram e 500 ficaram feridas.

O Irã tem uma grande atividade sísmica. O terremoto mais grave até o momento aconteceu em junho de 1990, quando 37 mil pessoas morreram em vários povoados do norte do país.

Outro terremoto registrado em dezembro de 2003 na província de Kerman deixou um saldo de 31 mil mortos.

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