Bangladesh começa a reduzir controle sobre navegação perto de Myanmar

Daca, 13 nov (EFE).- Bangladesh permitiu nesta segunda-feira a reabertura do transporte de turistas à ilha de Saint Martin, no Golfo de Bengala, a primeira medida para reduzir os limites de navegação na área limítrofe com Myanmar desde o início da crise humanitária dos rohingyas, no final de agosto.

"A situação melhorou um pouco porque o número (de rohingyas) reduziu, embora não se conteve completamente. Não podemos bloquear o turismo eternamente" à ilha, disse à Agêngia Efe Zahid Hossain Siddique, representante governamental em Teknaf, no sudeste distrito bengalês de Cox's Bazar.

O governo costuma permitir entre outubro e março o acesso de embarcações de transporte de turistas a Saint Martin, uma ilha com uma população de cerca 4 mil habitantes, que vivem praticamente só da pesca e do turismo, e conhecida pelos seus corais e praias cercadas por coqueiros.

No entanto, este ano a Guarda Costeira decidiu suspender o começo da temporada turística, inicialmente prevista para 1º de outubro, pela crise de rohingyas.

Agora as autoridades consideram que a situação de segurança melhorou, acrescentou a fonte, que explicou que continuam em vigor outras proibições à navegação de botes de pesca no rio Naf, que separa fisicamente os dois países.

A reabertura "é um grande alívio" para os habitantes de Saint Martin, explicou à Efe o agente turístico local Shah Alam, que ressaltou que o último navio chegou em 30 de abril, antes que as condições meteorológicas bloqueassem o tráfego.

"Desde a loja de comida aos hotéis, todo mundo depende do turismo na ilha", deserta até agora, "apesar de a temporada ter começado há semanas", acrescentou Alam.

No último dia 4 de setembro, 2.011 rohingyas que se refugiaram em Saint Martin foram deportados a Myanmar, de onde tinham saído fugindo da violência, segundo o comandante de Guarda Costeira da ilha, Ashraful Islan.

A crise dos rohingyas começou no dia 25 de agosto, após um ataque de um grupo insurgente desta comunidade muçulmana contra instalações policiais e militares no estado ocidental de Rakhine, uma ação que foi respondida pelo exército de Myanmar com uma campanha que ainda continua.

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