Holandesa é condenada a 2 anos de prisão por viajar à Síria com família

Haia, 13 nov (EFE).- Um tribunal de Roterdã condenou nesta segunda-feira a dois anos de prisão por "ações preparatórias" de crimes terroristas uma jovem holandesa que viajou para a Síria com seu marido e dois filhos para combater nas fileiras do grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

A corte considerou que Laura H. "sabia muito bem o que acontecia" quando viajou para território do EI e acrescentou que era "consciente dos crimes" que o grupo terrorista, ao qual se juntava seu marido, estava cometendo na Síria e no Iraque.

A jovem, de 21 anos, teve um "papel secundário" nos crimes terroristas, de acordo com o juiz.

Laura não foi considerada "membro" do EI, o que reduziu sua pena em quase um ano em relação ao que pedia a Promotoria, que considerou que a acusada "viajou há dois anos deliberada e conscientemente" à Síria.

A holandesa, que escapou do EI em julho de 2016, alegou desde o início que seu marido - Brahim I., de nacionalidade holandesa e cujo paradeiro é desconhecido - foi obrigado a viajar para a Síria com ela e seus dois filhos, e afirmou que "desconhecia" a situação do país ao qual estava viajando.

As autoridades holandesas detiveram a mulher em sua chegada ao aeroporto de Amsterdã por temer que ela estivesse retornando para cometer um atentado terrorista na Europa, embora tenha sido liberada em agosto deste ano, após passar um ano presa.

No entanto, após a condenação de hoje, Laura H. não terá que voltar à prisão porque 13 meses, do total de 24 a que foi condenada, são condicionais.

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