Multa a Odebrecht é a maior recuperação patrimonial do Panamá, diz presidente

Cidade do Panamá, 13 nov (EFE).- O presidente do Panamá, Juan Carlos Varela, disse nesta segunda-feira que os US$ 220 milhões que a Odebrecht pagará aos cofres públicos como multa por propinas "é a maior recuperação patrimonial da história" do país.

"Na quinta-feira aconteceu a maior recuperação patrimonial que se tem notícia na história deste país. O Panamá recuperou US$ 220 milhões, e o que esperamos é que o caso continue a ser investigado, que se continue a recuperar patrimônio e que o povo continue a conhecer a verdade", disse o governante a jornalistas.

Um tribunal panamenho validou no último dia 9 o acordo de leniência alcançado entre a Procuradoria do país e a Odebrecht, que inclui o pagamento da multa milionária e o arquivamento do caso no Panamá contra a construtora e os seus ex-diretores no país.

A empresa se comprometeu a pagar os US$ 220 milhões em 12 anos e já desembolsou US$ 10 milhões, que serão descontados do montante total.

A Odebrecht, que chegou ao Panamá em 2006 e tem cerca de 8 mil funcionários no país, é a principal prestadora de serviços do país e atualmente executa obras cuja soma de valores de contratos ultrapassa US$ 3 bilhões.

No Panamá, 63 pessoas foram processadas por suposto envolvimento no escândalo de pagamento de propinas pela Odebrecht a autoridades em troca de favorecimento em licitações de obras públicas, entre elas dois filhos do ex-presidente Ricardo Martinelli, contra quem há uma ordem de busca e prisão.

Durante a audiência na qual foi validado o acordo de leniência, a procuradora panamenha anticorrupção, Zuleyka Moore, revelou que André Rabello, ex-diretor da Odebrecht no Panamá, confessou ter pagado US$ 55,8 milhões aos filhos do ex-mandatário, assim como dezenas de milhões de dólares a vários ex-ministros.

Também na audiência foram ratificados dados sobre o suposto pagamento das propinas que tinham sido vazados à imprensa durante o último ano. As versões já foram rechaçadas por quase todos os envolvidos, muitos dos quais dizem ser vítimas de "perseguição política" por parte do governo Varela, que o nega.

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