Oposição diz que governo de Maduro ainda não convidou países para diálogo

Caracas, 13 nov (EFE).- O deputado Luis Florido, representante da oposição venezuelana no processo de diálogo com o governo, afirmou nesta segunda-feira que o Executivo ainda não convidou os "países fiadores", o que, segundo o parlamentar, condiciona a data da próxima reunião devido às agendas dos diplomatas.

"A chefia de Estado é quem convida. Quem tem a representação do Estado venezuelano é a Chancelaria, é ela quem pode convidar os países. Tem que fazer o convite", afirmou o parlamentar opositor em entrevista com ao canal "Globovisión".

Florido contou que a oposição consultou os chanceleres, que responderam ter "agendas distintas", por isso devem ser avisados "com tempo" de antecedência.

Na quinta-feira passada, a oposição venezuelana disse estar "pronta" para iniciar um processo de "negociação internacional" com o governo do presidente Nicolás Maduro e, para isso, convidou Chile, México e Paraguai como fiadores e participantes, enquanto o oficialismo escolheu Bolívia e Nicarágua como convidados.

Segundo Florido, isto permitirá dar prosseguimento ao que for decidido nestas reuniões e que estes países "garantam o cumprimento do ponto de vista internacional".

O deputado, que também é presidente da comissão de política externa do Parlamento, sustentou que "nos próximos dias" serão definidos os representantes da oposição neste novo diálogo, e enfatizou a importância de esclarecer a "grandeza" deste processo.

"Há vozes públicas que têm algumas observações. É preciso explicar até que entendam que cedo ou tarde a Venezuela acabará em processo de negociação internacional", analisou.

Em meio a vozes opositoras em desacordo, Florido considerou fundamental "que não sejam geradas falsas premissas" sobre um processo que "é muito importante para todos os venezuelanos".

O governo chavista e a oposição chegam a esta nova rodada de conversas, com possível data de início na próxima quarta-feira na República Dominicana, entre críticas da sociedade civil à suposta falta de transparência do processo e dúvidas dos adversários de Maduro diante das intenções governistas.

No sábado, a aliança opositora Mesa da Unidade Democrática declarou o processo "em suspenso" porque o governo ainda não aprovou a presença nas conversas de vários chanceleres latino-americanos que a oposição exige como supervisores.

No entanto, um dia depois, o ministro de Comunicação, Jorge Rodríguez - designado pelo governo como representante nas conversas -, acusou a oposição de impor condições prévias para o processo, mas garantiu que o diálogo ocorrerá na quarta-feira.

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