Terremoto causa 133 mortos na fronteira entre Irã e Iraque

Teerã/Erbil (Iraque), 13 nov (EFE).- Um forte terremoto de 7,3 graus na escala Richter sacudiu na noite deste domingo a região de fronteira entre Irã e Iraque e causou pelo menos 133 mortos e centenas de feridos em ambos os países.

O tremor aconteceu na cidade iraniana de Azgale, na província de Kermanshah, a 11 quilômetros de profundidade, segundo o Centro Sismológico do Irã, e foi sentido tanto em Teerã como em Bagdá, assim como em lugares distantes como o Kuwait.

Ao longo da noite de domingo e a madrugada de hoje houve cerca de 30 réplicas em ambos os lados da fronteira, a mais forte delas, de 5,3 graus, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

As cidades mais afetadas no Irã foram Ghasr Shirin, Sarpul e Azgale, embora ainda seja difícil quantificar os danos devido aos fechamentos nas estradas de montanha e a que tanto as comunicações por telefone quanto o sistema de energia elétrica tenham sofrido cortes.

Os serviços de emergência do Irã contabilizaram pelo menos 129 mortes e cerca de 300 feridos em Kermanshah, segundo Mojtabar Nikkerdar, governador dessa província na fronteira iraniana.

No Iraque, o Governo da região autônoma do Curdistão informou da existência de mortos, sem detalhar o seu número, e de "mais de 500 feridos" na província fronteiriça de Suleimaniya.

Segundo autoridades locais, foram registradas pelo menos quatro pessoas mortas na cidade de Darbandijan, localizada a poucos quilômetros da fronteira.

As televisões curdo-iraquianas mostraram imagens de prédios derrubados em Darbandijan, assim como cenas de pânico da população em várias cidades.

A Câmara Municipal da cidade de Halabya contabilizou 85 feridos no município, o mais próximo do Iraque ao epicentro, embora nenhuma vítima fatal, segundo um comunicado.

O hospital de Halabya teve que ser parcialmente fechado devido aos danos causados pelo terremoto no edifício e pelo temor das réplicas, por isso que vários pacientes foram atendidos no pátio do centro médico, segundo a mesma fonte.

O terremoto também abriu fendas na superfície da barragem da usina hidrelétrica de Darbandijan, situada no lago homônimo, segundo afirmou o diretor dessa instalação, Rahman Jani, em comunicado.

Devido ao perigo de um desmoronamento, embora não se conheça ainda o alcance dos danos, o diretor da represa fez um apelo à população que vive rio abaixo para que abandone suas casas.

Anteriormente o ministro de Recursos Hídricos iraquiano, Saad al Yanabi, informou que aconteceram deslizamentos de terra numa montanha perto da barragem, embora também não tinha informação sobre seu estado.

Os municípios iraquianos de Sulaimaniya, Halabya e Karamian decretaram feriado nesta segunda-feira por causa das perdas humanas e materiais registradas na região.

O Crescente Vermelho turco anunciou o envio de ajuda humanitária para a região mais afetada, incluindo tendas de campanha, cobertores, material médico e de cozinha.

A Organização da ONU para Assuntos Humanitários (Ocha) e outros organismos internacionais presentes no Iraque também se mobilizaram para prestar socorro, segundo informou o Governo curdo-iraquiano.

O Irã tem frequente atividade sísmica por causa de uma falha que atravessa todo o oeste do país e se estende pelo nordeste do Iraque e o sudeste da Turquia.

O terremoto mais grave até o momento aconteceu em junho de 1990, quando 37 mil pessoas morreram em vários povoados do norte do país.

Outro terremoto registrado em dezembro de 2003 na província de Kerman deixou um saldo de 31 mil mortos.

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