Pesquisa revela que 40% dos afegãos abandonariam o país se fosse possível

Cabul, 14 nov (EFE).- Uma pesquisa feita pela Fundação Ásia e divulgada nesta terça-feira revelou que 38,8% dos afegãos deixariam o país se tivessem a oportunidade, quase 10 pontos a mais que os 29,6% do ano passado, e aponta como principais problemas a economia e a falta de segurança.

Apesar disso, o número de pessoas que com um sentimento otimista sobre o futuro do país subiu neste ano até 33% frente aos 29% de 2016, o que reverte a tendência negativa que era registrada desde 2013, devido à reconstrução do país, melhorias na segurança e nas políticas governamentais.

"Desde 2014 este é o primeiro ano que o otimismo aumentou desde 29% a 33% entre as pessoas, que acreditam que o país está se movimentando na direção adequada", explicou à Agência Efe um dos especialistas que participou da elaboração do estudo, Mohammad Jawad Shahabi.

A pesquisa, realizada com 10.012 afegãos entre 5 e 23 de julho nas 34 províncias do país e com uma margem de erro de +/- 1,4%, revela também que a confiança nas instituições públicas aumentou.

No total, 56% dos indagados se declararam contentes com o trabalho do atual Executivo, 7% a mais que nos resultados do ano prévio.

A percepção das forças de segurança também é ligeiramente melhor após uma queda com o término da missão de combate da Otan em janeiro de 2015, o que provocou um avanço dos talibãs em diferentes pontos do Afeganistão.

O número de afegãos que consideram o Exército "honesto e justo" chega a 60% da população, frente aos 55% que pensavam deste modo em 2016, enquanto 54% acreditam que a instituição armada ajuda a melhorar a situação de segurança, quatro pontos a mais que no ano anterior.

"Em anos recentes, as percepções das pessoas sobre as forças de segurança estavam sendo negativas, mas pela primeira vez nos últimos quatro anos as sensações começaram a se tornar positivas, particularmente em zonas urbanas", detalhou Shahabi.

Quanto a um possível processo de paz com os talibãs, pouco mais da metade dos indagados acredita que é possível que ocorra.

Desde o fim da missão aliada de combate, Cabul foi perdendo terreno perante os insurgentes até controlar apenas 57% do país, segundo o inspetor especial geral para a Reconstrução do Afeganistão do Congresso dos Estados Unidos.

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