Rajoy prevê avanço de 3% do PIB em 2018 se cenário na Catalunha mudar

Madri, 14 nov (EFE).- O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, prevê um crescimento do PIB do país entre 2,8% e 3% para 2018 se a situação na Catalunha se normalizar, onde em 21 de dezembro haverá eleições autônomas.

As eleições foram convocadas pelo Executivo central em 27 de outubro, horas depois que o Parlamento da região da Catalunha aprovou uma declaração de independência.

Nas últimas semanas, o Governo espanhol afirmou que a tensão política e econômica na Catalunha fez com que a previsão de crescimento do PIB espanhol fosse rebaixada até 2,3% para 2018, mas mostrou sua confiança de que essa porcentagem aumentará se acabar a instabilidade derivada das aspirações independentistas.

Em entrevista à rádio "COPE", Rajoy disse hoje que essa previsão de 2,3% pode aumentar entre cinco e sete décimos, ou seja, ficar situada entre 2,8% e 3%.

Além disso, seria mantido o objetivo de criar meio milhão de empregos no próximo ano para seguir com a tendência dos últimos anos.

Para isso, citou a realização das eleições de 21 de dezembro e a recuperação da normalidade na Catalunha.

O número de empresas que transferiram a sede social para fora da Catalunha desde o referendo independentista de 1 de outubro chega a 2.441, embora na sexta-feira - último dia com dados disponíveis - deixaram a região 53 companhias, o segundo número mais baixo desde que começou o êxodo.

Entre elas figuram algumas das mais capitalizadas da Bolsa espanhola, como Gás Natural, CaixaBank, Banco Sabadell e Abertis.

O presidente do Governo considerou que dirigentes independentistas como Carles Puigdemont e Oriol Junqueras estão "inabilitados politicamente", embora possam concorrer às eleições do próximo 21 de dezembro.

Sobre as perspectivas políticas após esse pleito, Rajoy disse que só a Justiça pode inabilitar uma pessoa para um cargo, mas acrescentou que os que estiveram "enganando os cidadãos" catalãos já estão inabilitados politicamente.

Era uma alusão ao ex-presidente catalão, Carles Puigdemont, que se transferiu a Bruxelas há algumas semanas e na sexta-feira comparecerá à audiência para resolver o pedido de extradição apresentado pela Espanha.

Além disso, Rajoy se refere ao ex-vice-presidente regional, Oriol Junqueras, preso por supostos crimes como rebelião e insurreição e que previsivelmente liderará a candidatura eleitoral dos republicanos de esquerda (ERC), favoritos nas pesquisas.

"Gente assim está inabilitada politicamente", ressaltou Rajoy, para quem a única negociação possível no futuro é a da Comissão do Congresso, que vai estudar uma reforma constitucional.

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