Rohani visita áreas afetadas por terremoto e promete ajuda para reconstrução

Sarpol-e Zahab (Irã), 14 nov (EFE).- O presidente do Irã, Hassan Rohani, visitou nesta terça-feira algumas das áreas mais afetadas pelo terremoto do último domingo, que deixou pelo menos 430 mortos na província ocidental de Kermanshah, e prometeu ajuda governamental para a reconstrução.

Rohani se deslocou à cidade de Sarpol-e Zahab, a mais atingida pelo terremoto de 7,3 graus na escala Richter, para supervisionar as operações de resgate no terreno e reunir-se com os afetados.

Em sua chegada a Kermanshah, capital provincial, o presidente iraniano garantiu que foram mobilizados todos os recursos governamentais para fazer frente à crise e anunciou que serão proporcionados empréstimos às pessoas que precisem reconstruir seus lares.

"O governo acelerará este processo para que possa ser feito no menor tempo possível", afirmou Rohani, segundo um comunicado da presidência iraniana.

A Fundação de Moradia da Revolução Islâmica será a encarregada do processo de reconstrução e com ela, segundo Rohani, colaborarão todos os funcionários governamentais, militares e ONGs.

O presidente também agradeceu ao exército, aos Guardiões da Revolução, ao Crescente Vermelho, às organizações de socorro e a vários ministérios por seu trabalho para "resolver o problema da água, da eletricidade e das estradas, e para salvar as pessoas debaixo dos escombros e levá-las aos hospitais".

"Não há um iraniano que não esteja pensando hoje no povo de Kermanshah", ressaltou.

Durante sua visita, Rohani presidirá uma reunião dos organismos que estão administrando a crise e se encontrará com as autoridades locais de Kermanshah.

O presidente viaja acompanhado pelos ministros de Petróleo e Estradas e Desenvolvimento; o diretor da Organização de Planejamento e Orçamento; e o presidente da Fundação de Moradia da Revolução Islâmica.

Cerca de 30.000 casas ficaram destruídas, segundo a emissora de televisão estatal, e o fornecimento de água e luz segue cortado nas áreas mais atingidas.

A população se mobilizou para doar sangue para os feridos, que superam os 7.000, e organismos como o Crescente Vermelho em enviar ajuda humanitária às dezenas de milhares de pessoas que seguem em barracas de campanha devido à perda das suas casas ou pelo temor das réplicas.

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