Trump retorna aos EUA após viagem "extremamente bem-sucedida" pela Ásia

Atahualpa Amerise.

Manila, 14 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, qualificou de "extremamente bem-sucedida" sua primeira excursão pela Ásia, que concluiu nesta terça-feira em Manila após 13 dias de encontros com líderes mundiais para abordar, entre outros temas, o comércio, o programa nuclear norte-coreano e a luta contra o Estado Islâmico (EI).

"Acho que vai dar frutos incríveis", acrescentou Trump pouco antes de embarcar no Air Force One, em referência à sua quarta viagem internacional e à primeira pela Ásia, que o levou a Japão, Coreia do Sul, China, Vietnã e Filipinas, onde conclui hoje a cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

Além dos líderes dos países da Asean, a cúpula em Manila reuniu os presidentes e primeiros-ministros de EUA, China, Coreia do Sul, Japão, Índia, União Europeia (UE), Rússia, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e ONU.

A Asean é formada por Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

O governante americano insistiu hoje que "os EUA estão abertos ao comércio, mas ao comércio recíproco" com seus parceiros da Ásia e do Pacífico, e anunciou que, assim que chegar a Washington, fará uma declaração extensa para explicar as conquistas alcançadas nesta e em outras matérias.

Trump garantiu no domingo que fechou contratos para os EUA no valor de US$ 300 bilhões e prometeu reduzir o déficit comercial de seu país com os mercados do leste asiático de "forma rápida e substancial".

À espera de um relatório mais extenso em sua chegada, o presidente publicou hoje o seguinte tweet: "Depois de minha viagem pela Ásia, todos os nossos parceiros comerciais sabem que as regras mudaram. Os EUA devem ser tratados de forma justa e recíproca. Os grandes déficits do COMÉRCIO devem ser reduzidos rapidamente!".

Antes de partir, o governante tinha programado sua participação em Manila na Cúpula do Leste da Ásia, mas, devido a um atraso, enviou seu secretário de Estado, Rex Tillerson, ao fórum integrado pelos países da Asean, mais EUA, Rússia, China, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Índia e Nova Zelândia.

Em seus 13 dias de viagem, que incluíram reuniões bilaterais com os governantes de China, Coreia do Sul e Japão entre outros, Trump pediu aos líderes dos países da região - especialmente ao chinês Xi Jinping - a aplicação estrita das sanções da ONU para pressionar o máximo possível o regime norte-coreano de Kim Jong-un.

O presidente americano também abordou em Manila a cooperação com os países da região para neutralizar o terrorismo do EI, que afeta especialmente o sul das Filipinas, onde recentemente aconteceu um conflito de cinco meses com mais de mil mortos na cidade de Marawi.

Trump se comprometeu a "continuar dando apoio e assistência para a luta contra o terrorismo e a reabilitação de Marawi", além de aumentar as manobras militares conjuntas e a troca de informações sobre o radicalismo islâmico, em uma declaração conjunta com o presidente filipino Rodrigo Duterte.

O comunicado foi emitido após a primeira reunião bilateral entre os dois líderes, um dos encontros mais esperados em Manila devido à personalidade explosiva de ambos e pela polêmica em torno da "guerra às drogas" de Duterte, que deixou mais de 6 mil mortes.

A Anistia Internacional (AI) e uma comissão bipartidária do congresso dos EUA tinham pedido a Trump que pressionasse às Filipinas pelas violações dos direitos humanos, mas o presidente americano se limitou a assentir, segundo fontes filipinas, quando Duterte lhe explicou as conquistas de sua campanha de combate ao crime.

Antes de partir de Manila, o presidente dos EUA afirmou que manter boas relações com as Filipinas é "muito importante" por ser uma "situação estratégica", e qualificou como "horrível" o tratamento dado ao país asiático pelo governo de Barack Obama.

As relações entre os dois países esfriaram com a chegada de Duterte ao poder em junho de 2016, que chegou a chamar Obama de "filho da p..." por criticar sua campanha de guerra às drogas.

A presença de Trump na Casa Branca restabeleceu a boa sintonia entre os dois países e isto ficou evidente nos contínuos gestos de camaradagem entres os presidentes durante a cúpula de Manila, na qual Duterte inclusive chegou a interpretar uma canção tradicional filipina a pedido de Trump.

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