Turquia acusa EUA de ajudar Estado Islâmico a fugir de Raqqa

Istambul, 14 nov (EFE).- O primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, acusou nesta terça-feira os Estados Unidos de terem ajudado combatentes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) a fugir da cidade síria de Raqqa, libertada no último mês de outubro pelas Forças da Síria Democrática (FSD), uma milícia apoiada por Washington.

"Se supunha que a coalizão dos EUA com as YPG (milícia curda que lidera as FSD) tinha que limpar Raqqa do Estado Islâmico, mas olhem o que aconteceu. Ao invés de limpar a cidade, ajudam o EI a fugir com suas armas", disse Yildirim, em discurso transmitido pela emissora "CNNTürk".

O primeiro-ministro turco fez referência a uma reportagem da emissora britânica "BBC" que informa de um suposto acordo entre a FSD e a coalizão liderada pelos EUA para evacuar os últimos combatentes do Estado Islâmico de Raqqa.

"Agora veremos os resultados. Os membros libertados do EI provocarão a morte de pessoas inocentes em todos os cantos do mundo, incluindo Turquia, Europa e EUA", comentou o político turco.

"Advertimos aos Estados Unidos que lutar contra um grupo terrorista (EI) junto a outra organização terrorista (YPG) não é algo que os Estados devam fazer", acrescentou.

A milícia curda YPG, membro das FSD, luta com o apoio da coalizão contra o EI no norte da Síria, embora seja considerada por Ancara um braço do PKK, a guerrilha curda na Turquia.

No último dia 17 de outubro as FSD tomaram o controle total da cidade de Raqqa, considerada a antiga "capital do califado" do EI, após mais de quatro meses de ofensiva.

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