Vice-presidente do Equador irá a julgamento por caso de propinas da Odebrecht

Quito, 14 nov (EFE).- O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, irá a julgamento pelo suposto crime de formação de quadrilha no escândalo de propinas pagas pela Odebrecht no país, determinou nesta terça-feira a Corte Nacional de Justiça.

"Depois de revisar todos os elementos apresentados pela Procuradoria, o juiz Miguel Jurado convoca para julgamento o vice-presidente e outros 12 processados na qualidade de autores dentro do crime de formação de quadrilha em #CasoOdebrecht", diz uma nota da Procuradoria Geral do Estado divulgada no Twitter.

A Procuradoria havia solicitado na semana passada ao juiz que emitisse um auto de abertura de julgamento de Glas e de outros 12 acusados, entre eles seu tio Ricardo Rivera e o ex-controlador Carlos Pólit, foragido da Justiça, pelo mesmo crime.

Glas está preso preventivamente na capital Quito desde 2 de outubro e é o político de mais alta categoria a se sentar no banco dos réus no escândalo de corrupção envolvendo a Odebrecht.

O vice-presidente, que foi eleito no segundo turno das últimas eleições, em abril, e acabou afastado de suas funções em agosto em meio a divergências com o presidente Lenín Moreno, sempre alegou inocência e atribui a situação a uma perseguição política e midiática.

Na última quarta-feira, no início da instância preparatória de julgamento, a Procuradoria descartou apresentar acusações formais contra cinco indiciados, sendo quatro brasileiros - entre eles José Conceição Santos, ex-diretor da Odebrecht no Equador - e um equatoriano.

O escândalo de corrupção se refere a cinco obras públicas concedidas à construtora brasileira no governo Rafael Correa (2007-2017).

Neste contexto, Glas, também ministro de Setores Estratégicos de 2010 a 2016, supostamente se beneficiou com US$ 13,5 milhões em propinas pagas entre 2012 e 2016, segundo a imprensa local, mas sempre negou qualquer participação no caso.

O juiz considerou que certas atuações de Glas representam crime de formação de quadrilha em grau de autor, ao considerar que, como ministro e vice-presidente do país, teve como intermediário seu tio para acertar pagamentos entre 1% e 1,3% do montante de contratos vinculados aos cinco projetos, informou o site do jornal equatoriano "Expresso".

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