Aoun afirma que "detenção" de premiê na Arábia Saudita é "ato hostil"

Beirute, 15 nov (EFE).- O presidente do Líbano, Michel Aoun, afirmou nesta quarta-feira que o primeiro-ministro, Saad Hariri, está "detido" na Arábia Saudita desde que anunciou sua renúncia em Riad no último dia 4 e qualificou esta situação de "ato hostil" contra seu país.

"Não há nada que justifique o fato de Hariri não ter voltado depois de 12 dias. Portanto o consideramos detido e retido, o que está contra o acordo de Viena e os direitos humanos", disse Aoun em reunião do Conselho Nacional de Informação, segundo declarações reproduzidas pela rádio "A Voz do Povo".

Aoun afirmou que o que está acontecendo na Arábia Saudita "viola a dignidade de todos os libaneses" e acrescentou que as autoridades de Beirute continuarão "pedindo seu regresso" e fazendo "todo o possível para exigir sua libertação".

Hariri anunciou sua renúncia em discurso televisionado em Riad no último dia 4 de novembro, argumentando uma ameaça terrorista contra sua vida, e acusando o Irã de "ingerências" na política libanesa e na região árabe.

Ontem Hariri declarou através da sua conta oficial do Twitter que voltará ao Líbano em dois dias e afirmou que está "muito bem" na Arábia Saudita e, em entrevista concedida ao começo desta semana, negou que esteja retido na Arábia Saudita.

O presidente libanês, que ainda não aceitou a renúncia de Hariri, destacou hoje que é importante encontrar uma solução para esta crise para fazer ressurgir as instituições.

Aoun pediu aos libaneses que "não tenham medo da situação econômica, financeira e de segurança já que o país e o mercado financeiro estão estáveis e a união nacional constitui uma válvula de salvação".

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