Enviado do presidente da China viajará nesta sexta-feira para Coreia do Norte

Pequim, 15 nov (EFE).- O chefe do Departamento Internacional do Partido Comunista da China, Song Tao, viajará como enviada especial do presidente do país, Xi Jinping, para a Coreia do Norte, informou nesta quarta-feira a agência de notícias "Xinhua", encerrando período de mais de um ano sem visitas ao país vizinho.

Song Tao embarcará nesta sexta-feira, com a missão de informar ao regime de Kim Jong-un um dos resultados do recente XIX Congresso do Partido Comunista, em que o presidente chinês foi reeleito secretário-geral da legenda.

Os representantes dos dois países, além disso, discutirão a relação entre o Partido Comunista da China e o Partido dos Trabalhadores Coreanos, além de outros assuntos em comum, adiantou o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Geng Shuang, sem revelar se Song Tao estará com Kim Jong-un.

Nas últimas semanas, enviados pelo governo chinês fizeram viagens semelhantes a outros regimes comunistas, como Vietnã e Laos.

A ida à Coreia do Norte acontecerá uma semana depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com Xi Jinping e pediu maior pressão de Pequim a Pyongyang, para tentar colocar fim ao processo de rearmamento nuclear e balístico.

A resposta do governante chinês é que as sanções econômicas impostas pela ONU ao regime norte-coreano, inclusive com voto favorvel chinse, estava começando a surtir efeito no país vizinho, podendo servir como a pressão necessária para o encerramento das tensões.

As relações políticas entre China e Coreia do Norte esfriaram muito desde a chegada ao poder de Kim Jong-un, apesar da afinidade ideológica e a aliança que os países mantiveram na Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953, contra EUA e Coreia do Sul.

Recentemente, o regime de Pyongyang acusou, repetidas vezes, Pequim de traição, por votar a favor das sanções do Conselho de Segurança da ONU.

Nos últimos meses a China, principal aliado econômico da Coreia do Norte, ordenou o fechamento de empresas do vizinho em seu território, proibiu importação de produtos têxteis, além de ter limitado a compra de carvão e o fornecimento de petróleo.

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