EUA reprovam "intervenção militar" no Zimbábue e pedem "rápida" solução

Washington, 15 nov (EFE).- Os Estados Unidos manifestaram nesta quarta-feira preocupação com a "intervenção militar no processo político" do Zimbábue e pediram uma resolução "rápida" para a crise política dentro da ordem constitucional, mas não chegaram a classificar o ocorrido como um golpe de Estado.

Um porta-voz do Departamento de Estado americano, que pediu anonimato, afirmou à Agência Efe que o governo de Donald Trump está "preocupado com as recentes ações das forças militares do Zimbábue", que se rebelaram contra o presidente Robert Mugabe e tomaram o controle do país.

"Pedimos a todos os líderes zimbabuanos a exercer a contenção, respeitar o estado de direito, garantir os direitos constitucionalmente protegidos de todos os cidadãos e resolver rapidamente as diferenças para permitir um retorno rápido à normalidade", disse o porta-voz.

O embaixador americano no Zimbábue, Harry Thomas, está "em contato com o governo" do país africano e recebeu informações tanto do Ministério de Relações Exteriores como do exército zimbabuano, explicou a fonte.

"Continuaremos nos relacionando com todas as partes que estejam dispostas a trabalhar conosco para conseguir uma resolução rápida e pacífica que esteja de acordo com a Constituição", afirmou.

Perguntado se os Estados Unidos consideram o ocorrido um golpe de Estado, o porta-voz se limitou a dizer que Washington "continua supervisionando a situação em Harare, que ainda está se desenvolvendo, e poderá proporcionar mais avaliações à medida que os fatos fiquem mais claros".

"Expressamos claramente as nossas preocupações sobre as ações tomadas pelas forças militares do Zimbábue", ressaltou.

"Não perdoamos a intervenção militar em processos políticos", acrescentou o porta-voz.

Quanto ao pedido das forças militares do Zimbábue para que o Ocidente preste mais atenção à relação com o país, o porta-voz afirmou que os Estados Unidos "seguem comprometidos com o povo" do país africano e "com esperanças de um futuro mais promissor".

Devido à "instabilidade" no país, a embaixada americana em Harare ficou fechada ao público hoje e com um "mínimo de funcionários", além de ter enviado uma mensagem aos cidadãos dos EUA que estão no Zimbábue para que ficassem onde estivessem até novo aviso.

Os porta-vozes militares no país insistiram que sua tomada de controle não se trata de um golpe militar para derrubar o governo, mas uma operação contra "criminosos" do entorno de Mugabe, de 93 anos e que está no poder desde 1980.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, confirmou hoje que Mugabe está retido em sua residência, mas "está bem".

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