Execução nos EUA é adiada após médicos não encontrarem veia de condenado

Washington, 15 nov (EFE).- O estado de Ohio, nos Estados Unidos, adiou a execução do presidiário Alva Campbell, prevista para esta quarta-feira, porque os médicos não conseguiram encontrar as veias para aplicar a injeção letal.

Campbell, um homem branco de 69 anos, tem um delicado estado de saúde com uma doença pulmonar obstrutiva crônica e seus advogados já tinham advertido que a execução poderia gerar problemas. O condenado também precisa de um andador para caminhar e depende de uma bolsa de colostomia.

Passadas as 10h (horário local; 13h em Brasília), os carrascos do Centro Correcional do Sul de Ohio, em Lucasville, tentaram inserir agulhas em ambos os braços de Campbell e em uma das pernas, mas após 25 minutos decidiram suspender a execução. Esta é a terceira vez na história recente dos Estados Unidos que uma execução é interrompida uma vez iniciado o procedimento.

O diretor de Departamento Correcional e de Reabilitação de Ohio, Gary Mohr, disse após a tentativa de execução que o estado das veias de Campbell mudou desde que foram examinadas na terça-feira.

Em algumas ocasiões, os condenados não tomam líquidos durante as horas anteriores à execução para se desidratarem e facilitar que as veias sejam encontradas.

O governador de Ohio, John Kasich, terá que decidir agora se reagendará a execução ou deixará que Campbell termine os seus dias no corredor da morte.

Em 2009, Ohio suspendeu a execução de Romell Broom pelo mesmo motivo, após duas horas buscando uma veia. A execução de Broom está agora prevista para junho de 2020.

Campbell já era um velho conhecido da Justiça americana quando foi detido em 1997 por um assalto à mão armada. Ele tinha cumprido 20 anos de prisão por assassinar um homem em um bar em 1972 e, desde 1992, estava em liberdade condicional.

Uma vez detido, Campbell fingiu sofrer paralisia corporal para ser levado aos tribunais em cadeira de rodas. Ao chegar ao órgão, rendeu à agente do xerife que o custodiava e roubou sua arma, ciente que uma nova condenação significaria a prisão perpétua, embora fosse por roubo.

No estacionamento do tribunal, Campbell assaltou o jovem Charles Dials, de 18 anos, que tinha comparecido ao local para pagar uma multa de trânsito. Campbell obrigou Dials a dirigir durante duas horas até que decidiu matá-lo com um tiro no rosto. Foi detido após o assassinato e condenado à morte um ano depois.

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