Justiça da Costa Rica reabre caso contra ex-presidente peruano Toledo

San José, 15 nov (EFE).- A Justiça da Costa Rica informou nesta quarta-feira que reativou o caso contra o ex-presidente peruano Alejandro Toledo por suposta lavagem de dinheiro no país, suspeita relacionada aos pagamentos de propina feitos pela Odebrecht.

"Está reativado o caso contra o ex-presidente do Peru Alejandro Toledo Manrique, a sua sogra, Eva Rosa Fernenbug, o encarregado de segurança durante o seu governo, Avraham Dan On, e o irmão deste, Shai Dan On, assim como o empresário Josef Arieh Maiman", detalhou em comunicado a nova procuradora-geral costa-riquenha, Emilia Navas.

De acordo com a informação oficial, Navas analisa este caso desde o início de sua gestão, no dia 13 de outubro passado, com o objetivo de determinar "se determinava a sua reabertura ou se, pelo contrário, mantinha a desestimação, ditada desde 3 de junho do 2015".

Navas assumiu como procuradora-geral em outubro, após Jorge Chavarría ter sido temporariamente suspenso desse cargo por aparentes irregularidades na investigação de outro caso local de suposta corrupção.

A procuradora-geral explicou em comunicado que "o caso requer mais análise" e que "cabe realizar investigações que tinham sido omitidas, para efeito de encontrar elementos de julgamento útil e pertinente para que a decisão final seja a mais prudente".

Além de lavagem de dinheiro, a Procuradoria-Geral investiga Toledo por crimes tributários, falsificação de documentos públicos, tráfico de influência e peculato.

Segundo o órgão, a análise do caso contra Toledo ocorre porque "existiram crimes contra funcionários bancários que deveriam ser investigados, os quais, infelizmente, se encontram prescritos".

O caso pela movimentação de US$ 17 milhões em contas bancárias da Costa Rica pertencentes a sociedades anônimas formadas neste país foi arquivado neste ano por um juiz a pedido da Promotoria. O suspenso Chavarría teve ao seu comando a equipe que investigou o caso do ex-presidente Toledo.

A desestimação do caso contra Toledo faz parte de uma série de casos encerrados em condições polêmicas que estão sendo revisadas pela procuradora-geral costa-riquenha, segundo ela mesma declarou.

As investigações das autoridades de Brasil e Peru indicam que pelo menos US$ 17 milhões de propinas foram mobilizados às contas de empresas estabelecidas na Costa Rica.

No Peru, a Odebrecht é investigada pela repartição de US$ 29 milhões em propinas entre 2005 e 2014, e os primeiros denunciados foram Toledo e o ex-presidente Ollanta Humala, em prisão preventiva por suposta lavagem de dinheiro.

Por causa da denúncia da suposta lavagem de dinheiro, Toledo tem uma ordem de prisão preventiva por 18 meses no Peru, que a Justiça peruana tramita para conseguir sua extradição dos Estados Unidos, onde reside.

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