Manifestação paralisa Kinshasa em dia de protestos contra eleições só em 2018

Kinshasa, 15 nov (EFE).- Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDC), está paralisada nesta quarta-feira pela convocação de um movimento de oposição chamado de "Cidade Morta", que pede para as pessoas não irem ao trabalho e permanecerem em casa durante 24 horas.

Conforme a equipe de reportagem da Agência Efe constatou, a grande maioria dos estabelecimentos comerciais está fechado, e quase não há trânsito na cidade. A ação é uma forma de protestar pelo atraso no calendário eleitoral do país.

Os protestos foram convocados pelo grupo "Lutte pour lhe changement" (Luta pela mudança), que pediu a paralisação de todas as atividades econômicas e que carros não fossem usados. Além disso, muitas escolas fecharam as portas hoje.

"Estamos fatos do poder do regime de (Joseph) Kabila", diz comunicado divulgado pelos opositores, em que pedem que o presidente da República Democrática do Congo deixe o poder.

Ontem, o chefe da polícia do nacional, Sylvano Kasong, ameaçou reprimir qualquer manifestação, indicando que qualquer grupo presente nas ruas maior que cinco pessoas, seria dispersado pela polícia.

O contestado calendário eleitoral no RDC aponta para dezembro de 2018 o pleito presidencial, adiando ainda mais a votação que deveria ter acontecido no fim do ano passado, quebrando acordo entre governo e oposição, para realizar as eleições neste ano.

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