Militares negam golpe no Zimbábue e dizem que presidente está bem

Harare, 15 nov (EFE).- Um porta-voz militar do Zimbábue enviou nesta quarta-feira uma mensagem ao povo para dizer que tanto o presidente do país, Robert Mugabe, como sua família, estão "a salvo" e desmentiu que esteja ocorrendo um "golpe militar" no governo, mas apontou contra o entorno da Presidência.

Em seu discurso, afirmou que seu alvo são "criminosos" do entorno de Mugabe, que causaram sofrimento ao país para "levá-los à Justiça".

Através da emissora de TV estatal, o porta-voz disse que não se trata de "uma tomada militar do governo. O que essas forças querem é pacificar uma situação degenerada política e socialmente no nosso país que, se não for tomada uma providência, pode resultar em um conflito violento".

"Assim que cumprirmos nossa missão, esperamos que a situação volte ao normal", declarou.

O porta-voz pediu que todos os "veteranos de guerra" da luta pela libertação do Zimbábue desempenhem o papel de assegurar a paz, estabilidade e unidade.

Ele também pediu que as forças de segurança cooperem para o bem do país.

Esta mensagem aconteceu horas depois de que soldados ocupassem a sede da emissora de TV estatal, segundo informações divulgadas pela imprensa local.

Também foi relatado informações sobre várias explosões na capital, Harare, embora as causas sejam desconhecidas.

Diante da complicada situação criada no país africano, embaixadas como as do Reino Unido e Estados Unidos recomendaram aos seus cidadãos que permaneçam em suas casas.

A escalada de tensão no Zimbábue teve início ontem à tarde, quando vários tanques foram vistos em direção a Harare, apenas no dia seguinte a advertência feita pelo chefe das Forças Armadas, Constantine Chiwenga, que "medidas corretivas" seriam tomadas se continuassem a saída de veteranos no partido do presidente Robert Mugabe, de 93 anos e no poder desde 1987.

Na semana passada, o antigo vice-presidente do país, Emmerson Mnangagwa, veterano de guerra que aparecia como sucessor do presidente, foi destituído do cargo.

Mnangagwa fugiu para a África do Sul e em comunicado disse que "em breve controlaremos as molas do poder no nosso belo partido e país".

A esposa de Mugabe surge agora como substituta de Mnangagwa, com o apoio das influentes alas jovens do partido e das mulheres.

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