Promotoria pede para investigar 8 políticos colombianos por caso Odebrecht

Bogotá, 15 nov (EFE).- A Promotoria da Colômbia pediu nesta quarta-feira à Corte Suprema de Justiça autorização para investigar sete senadores e um deputado por favorecerem a Odebrecht em um contrato de estabilidade jurídica em 2012 e na adição de outro.

Os senadores citados pelos promotores são Armando Benedetti, Musa Besaile, Sandra Villadiego e Bernardo Miguel Elías Vidal, da La U, partido do presidente do país, Juan Manuel Santos, e Martín Morales, que foi suspenso da legenda.

Além deles, a Promotoria quer investigar os senadores Antonio Guerra de la Espriella, do Mudança Radical, e Álvaro Ashton, do Partido Liberal. O único deputado da lista é Alfredo Cuello, do Partido Conservador.

"A modalidade de corrupção detectada consistia na ilícita contratação de serviços por parte dos parlamentares, mediante a comissões por êxito, para que, através de suas responsabilidades e funções, pressionassem o governo para tomar decisões em favor da Odebrecht", afirmou a Promotoria da Colômbia em nota.

A vice-promotora María Paulino Riveros disse que há provas de que vários diretores da Odebrecht no país, com a ajuda do ex-senador Otto Bula, atualmente preso, conseguiram o apoio de vários parlamentares para que as obras da Rota do Sol, construída por um consórcio integrado pela construtora brasileira, conseguisse um contrato de estabilidade jurídica em dezembro de 2012.

O documento garantia que a manutenção das condições dos impostos cobrados do consórcio enquanto o país discutia uma reforma tributária.

Esse grupo de parlamentares, segundo a Promotoria da Colômbia, foi batizado pelos diretores da construtora brasileira como "Bulldozer", uma referência a um conhecido trator.

Além disso, os promotores afirmaram que a Odebrecht teria pago 50 bilhões de pesos (cerca de US$ 16,5 milhões) para conseguir uma adição contratual nas obras da estrada Ocaña-Gamarra.

Desde dezembro de 2016, quando o escândalo das propinas pagas pela Odebrecht explodiu na Colômbia, a Promotoria citou 41 pessoas nas investigações. Do total, 26 delas acabaram acusadas de crimes.

Dois já foram condenados: os empresários Enrique e Eduardo Ghisays Manzur.

A Promotoria afirma que a Odebrecht pagou mais de US$ 28 milhões em propinas na Colômbia, e não US$ 11,1 milhões, como a construtora admitiu ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

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