Soldados ocupam emissora estatal do Zimbábue, diz imprensa local

Harare, 15 nov (EFE).- Um destacamento militar do Zimbábue ocupou, nesta quarta-feira, a sede da emissora estatal, no meio de uma crescente tensão política entre o chefe do Exército, Constantine Chiwenga, e o presidente do país, Robert Mugabe.

Além disso, a mídia local relatou várias explosões na capital do país, Harare, embora as causas sejam desconhecidas.

O partido do presidente Mugabe, a União Nacional Africana do Zimbábue - Frente Patriótica (ZANU-PF), acusou ontem o chefe do Exército de "conduta de traição" destinado a "incitar a insurreição", depois de ter avisado na última segunda-feira que as "medidas corretivas" seriam tomadas se os "expurgos" de veteranos oficiais continuarem.

Acompanhado pelo comandantes do Exército e das Forças Aéreas, Chiwenga deu na segunda-feira uma entrevista coletiva, onde advertiu contra o "expurgo" dos membros mais antigos do partido, apenas uma semana depois que o presidente destituiu seu vice, Emmerson Mnangagwa.

Depois de um dia tenso no país, onde alguns tanques foram vistos indo em direção à capital, Harare, a ZANU-PF afirmou que não considera que a atitude de Chiwenga representa o resto da liderança militar.

Ainda hoje, a embaixada dos Estados Unidos no Zimbábue pediu que seus funcionários e cidadãos permaneçam e trabalhem em casa, diante da incerteza política, devidos aos relatos de uma suposta tentativa de golpe.

De acordo com um comunicado da missão diplomática dos EUA, a embaixada funcionará com uma equipe mínima e estará fechada ao público nesta quarta.

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