União Africana pede solução constitucional para crise no Zimbábue

Nairóbi, 15 nov (EFE).- A União Africana (UA) afirmou nesta quarta-feira que está acompanhando de perto os eventos ocorridos no Zimbábue e pediu às partes envolvidas que resolvam a situação de acordo com a Constituição do país e com as normas internacionais.

Em comunicado, o presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat, ressaltou que é "crucial" que a crise seja resolvida de um modo que "promova a democracia e os direitos humanos, assim como o desenvolvimento sócio-econômico do Zimbábue".

Além disso, Mahamat expressou o compromisso da União Africana de trabalhar junto com a Comunidade para o Desenvolvimento da África Meridional (SABC) e com os líderes da região.

A posição da UA é similar a expressada hoje pelo presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que também ocupa a presidência da SABC.

Ele confirmou na manhã de hoje que o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, está preso dentro de casa, mas que "passa bem" após as manobras das Forças Armadas contra seu governo.

A tensão começou a crescer no Zimbábue na tarde de ontem, quando vários tanques foram em direção a Harare, capital do país, um dia depois de o chefe das Forças Armadas, Constantine Chiwenga, ter alertado que tomaria "medidas corretivas" se o expurgo de veteranos do partido de Mugabe, de 93 anos, tivesse sequência.

Segundo a imprensa local, os prédios do governo estão cercados e vários ministros são mantidos presos.

Em mensagem divulgada através da emissora pública de televisão na madrugada de hoje, um porta-voz das Forças Armadas garantiu que as ações realizadas não representam um golpe militar, mas sim uma operação contra criminosos do entorno do presidente.

No plano de fundo das acusações de Chiwenga está a destituição, na semana passada, do ex-vice-presidente Emmerson Mnangagwa, um veterano de guerra que era apontado como sucessor de Mugabe.

A mensagem das Forças Armadas foi vista no país como um ataque direto ao grupo liderado pela esposa do presidente, Grace Mugabe, dentro do partido ZANU-PF.

Ela teve um papel determinante na saída de Mnangagwa do governo, após meses promovendo ataques verbais.

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