Vice do Equador defende sua inocência após ir à julgamento no caso Odebrecht

Quito, 15 nov (EFE).- O vice-presidente sem funções do Equador, Jorge Glas, defendeu na terça-feira sua inocência, depois que o Tribunal Nacional de Justiça decidiu abrir um julgamento contra ele por um suposto crime de formação de quadrilha, por conta do caso de propinas da Odebrecht.

Em carta dirigida aos seus filhos e enviada aos veículos de imprensa, Glas diz que está preso "apenas por defender suas idéias" e por dar a cara, ao invés de fugir.

"Isso é difícil de dizer, mas quero que saibam que seu pai não fez nada de errado e que lhe colocaram na prisão apenas por defender suas ideias", escreveu o vice-presidente, retirado de suas funções em agosto e cumprindo prisão preventiva desde o dia 2 de outubro, pelo suposto envolvimento no caso de propinas da construtora brasileira.

No texto, Glas prossegue, "seu pai está preso, pois foi frontal e por ter dado sempre a cara. Seu pai nunca foge".

E cobra o sistema judicial, em que ele acusa de se deixar levar pelos ditames do poder.

"Nem todas as coisas na vida têm uma explicação fácil. Com o tempo se darão conta que aqueles que administram a justiça muitas vezes se rendem perante o poder e deixam de ser justo nas suas decisões".

O escândalo de corrupção se refere a cinco obras públicas concedidas à construtora brasileira no governo Rafael Correa (2007-2017).

Neste contexto, Glas, também ministro de Setores Estratégicos de 2010 a 2016, supostamente se beneficiou com US$ 13,5 milhões em propinas pagas entre 2012 e 2016, segundo a imprensa local, mas sempre negou qualquer participação no caso.

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