Conselho de Segurança rejeita proposta russa sobre armas químicas na Síria

Nações Unidas, 16 nov (EFE).- O Conselho de Segurança da ONU rejeitou nesta quinta-feira uma proposta da Rússia para prorrogar a investigação internacional sobre o uso de armas químicas na Síria, mas realizando importantes mudanças no mandato dos especialistas.

A resolução russa, submetida a voto a pedido da Bolívia, recebeu quatro votos favoráveis, muito longe dos nove necessários para que fosse aprovada no Conselho de Segurança.

Pouco antes, a Rússia tinha vetado outra resolução, proposta nos Estados Unidos, que buscava estender o mandato do grupo que investiga os ataques químicos na Síria. O Kremlin acusa os especialistas de terem sido parciais e de cometerem erros graves.

O "não" à resolução da Rússia pôs fim a quase três horas de um cabo de guerra diplomático.

Inicialmente, a decisão representa o fim do mecanismo conjunto da ONU e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), conhecido pela sigla JIM, implementado em 2015 para investigar o uso de armamento proibido na guerra civil da Síria.

O mandato desse grupo de especialistas termina hoje, já que os países foram incapazes de chegar a um consenso no Conselho de Segurança para prorrogar a atuação do JIM.

A resolução proposta pela Rússia defendia a continuidade do JIM, mas pedia modificações no seu funcionamento. Uma das exigências era a elaboração de uma nova análise com instruções específicas sobre o ataque com gás sarin em abril deste ano na cidade de Khan Sheikhoun.

Os especialistas da ONU e da Opaq responsabilizaram o regime do presidente da Síria, Bashar al Assad, pelo ataque, mas a Rússia defende que Damasco não teve relação com o episódio.

O Kremlin questionou em várias oportunidades o trabalho do JIM, que já tinha apontado o Exército da Síria como responsável de ataques similares anteriormente.

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