Guiana e Brasil colaboram na delimitação de fronteira comum

Georgetown, 16 nov (EFE).- Brasil e Guiana começaram nesta quinta-feira um trabalho conjunto de quatro dias que tem como objetivo delimitar de forma precisa a fronteira entre os dois países.

O Governo da Guiana informou que as equipes de trabalho que representam cada país examinarão as delimitações fronteiriças e restabelecerão os marcos de separação que estão em mal estado.

O responsável pela Comissão de Terras da Guiana, Trevor Benn, disse que a integridade territorial do seu país é um tema fundamental para o Governo e que para garanti-la é necessário identificar as fronteiras de forma precisa, a fim de se assegurar de que ninguém as atravesse de forma irregular nem existam dúvidas que geram problemas com os países vizinhos.

"Tendo em vista a muito boa relação que temos com o Brasil é mais fácil manter a fronteira claramente delimitada e visível para todos", explicou Benn.

Ao finalizar o processo de delimitação será realizada uma reunião de acompanhamento entre as duas delegações para analisar o resultado e os desafios futuros que enfrentam nas áreas de fronteira comum.

O processo de delimitação começou em 1994, mas ficou estagnado durante anos devido a problemas de financiamento em ambos os lados.

Os trabalhos preveem que soldados da Força de Defesa da Guiana supervisionem o trabalho de delimitação da fronteira que começa hoje.

A decisão de Brasil e Guiana de delimitar com precisão sua fronteira acontece em um momento no qual as Nações Unidas avaliam abordar o controverso assunto da disputa fronteiriça entre Guiana e Venezuela.

A fronteira entre Brasil e Guiana se estende ao longo de mais de 1.600 quilômetros que inclui 700 quilômetros de rios e canais.

A fronteira comum foi delimitada de forma definitiva no Tratado de Arbitragem de 1904 e o Tratado Complementar de Limites e de Navegação Fluvial de 1926.

A fronteira entre Brasil e Guiana começa num ponto onde também conflui a da Venezuela, entre as cabeceiras dos rios Arabopo e Cotingo.

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