Justiça do Paraguai aprova extradição de Nicolás Leoz aos EUA

(Atualiza com anúncio da defesa de Leoz de que vai recorrer da decisão)



Assunção, 16 nov (EFE).- A Justiça do Paraguai aprovou nesta quinta-feira a extradição de Nicolás Leoz, ex-presidente da Conmebol e ex-dirigente da Fifa, para os Estados Unidos, onde é acusado de corrupção no escândalo "Fifa Gate".

O juiz do caso, Humberto Otazu, disse à Agência Efe que amanhã a resolução será comunicada à Promotoria e à defesa de Leoz, de 89 anos, para as alegações correspondentes.

Um dos advogados de Leoz, Ricardo Preda, confirmou à Efe que vai entrar com um recurso contra a decisão, alegando que o "suborno privado" do qual o ex-dirigente é acusado é tipificado como crime na legislação dos Estados Unidos, mas não tem o mesmo peso no Paraguai.

Preda acrescentou que para uma extradição ser possível, é preciso que o mesmo crime tenha sido cometido no país de procedência e no solicitante, atendendo a legislação internacional.

O advogado também afirmou que a defesa de Leoz ainda não recebeu a resolução de extradição assinada hoje pelo juiz, mas que, quando isso ocorrer, recorrerá ao Tribunal de Apelações, e se tiver o pedido rejeitado, levará o caso à Corte Suprema.

Leoz, de 89 anos, foi presidente da Conmebol de 1986 a 2013 e está em prisão domiciliar em Assunção desde maio de 2015, quando foi acusado com outros dirigentes do alto escalão do futebol mundial de integrar uma rede de corrupção na Fifa.

Preda disse que Leoz sofre com várias doenças cardíacas e recebe atendimento médico 24 horas por dia.

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